Fechou a concessionária da rua. Qual o impacto disso?

Amigos.
Não entremos no mérito politico, pois não adianta ficar apenas reclamando, é preciso trabalhar. E muito! A crise está ai, desde 2015 estamos enfrentando. O índice de desemprego só cresce, não há perspectiva de melhora. O brasileiro, como sempre, se vira como pode para pagar as contas. E assim faremos por mais alguns meses ou anos. Mas como essa crise pode ser vista nos lugares menores. Vamos a um fato, infelizmente, real.
Tenho andado muito a pé, por exercício, por economia de gasolina, por um mundo melhor. Recentemente, estava andando em uma importante avenida no centro da cidade e me deparei com o fechamento de uma concessionária de carros, de uma das mais importantes marcas do país. Lembrei ter lido que em 2015 quase 1,3 mil concessionárias fecharam em São Paulo e comecei a refletir sobre o efeito disso para a sociedade. E é bem pior do que se imagina. Normalmente as pessoas pensam apenas naquelas pessoas que ali trabalham, mas acho que o efeito é muito maior e ajuda a entender um pouco mais como a nossa economia é movida.
Suponhamos que naquela concessionária trabalhava 20 pessoas. Entre faxineira, vendedores, gerente, dono, mecânicos. Em um primeiro momento, 20 pessoas estão desempregadas. Ok, receberam indenização e o seguro desemprego, que ajuda muito, mas o dinheiro é finito, ele acaba. Pois bem, são 20 pessoas que vão consumir menos. São 20 pessoas a menos no cinema, no restaurante, no estádio de futebol. Desemprego a vista, a diversão é a primeira a ser cortada. Supondo que esse pessoal, em média, gastasse, ao todo R$ 10.000,00 por mês em diversão ou compras que não são de necessidade básica como comida, algo como roupa, celular, TV a cabo ou ingresso para o futebol. Esse dinheiro não está mais disponível no mercado, não será mais gasto.
A economia próxima da concessionária também vai diminuir. Ao lado da concessionária tinha um pequeno restaurante por kilo. Provavelmente, umas 12 pessoas dessa concessionária comiam lá todos os dias, gastando em média R$ 240,00 por dia. Dentre os 22 dias úteis, estamos falando de R$ 5.280,00, que não vai mais entrar no restaurante, que fatalmente vai demitir uma ou duas pessoas. Ou seja, já são 22 pessoas na rua. Para chegar no trabalho, acredito que muitas dessas pessoas iam de transporte público. Cada um, deveria gastar cerca de R$ 167,20. Multiplica por 22 (agora temos 2 funcionários do restaurante na rua) R$ 3.678,40 a menos nos cofres do governo, que para suprir essa falta, eleva o preço da passagem. Isso desencadeia outras demissões, mas vamos focar nesse quarteirão que estou falando.
Ao lado da concessionária, havia também, uma loja daquelas que vendem de tudo. Vamos supor que pelo menos uma compra era feita nessa loja por mês por cada um dos profissionais. São 22 lojas a menos. Pode parecer um pequeno número, mas isso pode representar uns 2 a 3 mil reais a menos na loja e claro, representar mais uma demissão. Com isso, chegamos a 23 demissões. Um pouco a frente, há um posto de gasolina.
Alguém já comprou um carro e ganhou o tanque cheio? Pois bem, se essa concessionária vendia 60 carros/mês, qual a chance de um carro sair da concessionária com o carro quase vazio e parar nesse posto? Com o litro de gasolina nas alturas, dizer que vai gastar R$ 180,00 para encher o tanque não é nenhum absurdo. Com isso, o posto de gasolina perde cerca de R$ 10.800,00 ao mês, e mais 2 funcionários são demitidos. O posto tem uma loja de conveniência, que perde 60 clientes potenciais que poderiam gastar cerca de R$ 1.200,00 por mês (cerca de R$ 20,00 por pessoa). E pode ser mais um desempregado. Ao final, estamos falando de 25 pessoas demitidas e cerca de R$ 30.000,00 que o mercado perde mensalmente.
O número parece pequeno, certo? E até é, mas faz esse número vezes 1.300 mil concessionárias e já falamos de 39 milhões de reais. Some isso a quantidade enorme de demissões nas montadoras e veja como esse número pode chegar a 100 milhões de reais, fácil. Agora pense que esse fenômeno está ocorrendo em todos os mercados, como supermercados, shoppings, lojas online, escolas, cursos, faculdades, estádios de futebol… bom, temos uma grande crise, não há como fugir da realidade, mesmo que a nossa “presidenta” ache que está tudo bem.
Cabe a nós, profissionais de comunicação, entender isso e ver em que podemos ajudar e como trazer mais resultados. O futuro da comunicação é ser cada vez mais focada em performance e menos em branding – por mais importante que seja – afinal, se o cliente sempre quis resultados para “ontem” com a crise, vão querer para “semana passada”.
CURSO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL
CURSO ESTRATÉGIAS DE MARKETING PARA E-COMMERCE
LIVRO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL
Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe
facebook.com/plannerfelipe

Planejamento Estratégico digital no evento Marketing de Conteúdo

Amigos.

Em novembro de 2015, eu tive a honra de participar e palestrar sobre planejamento estratégico digital no evento Marketing de Conteúdo organizado pelo grande amigo e referência Rafael Rez. 

Fiquei feliz em saber que essa foi uma das mais elogiadas palestras do evento que contou com grandes feras. 

Quer saber mais sobre planejamento estratégico digital?
Curso online: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL
Livro: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL (Ed Saraiva)

Curso online: ESTRATÉGIAS DIGITAIS PARA E-COMMERCE

Abraços
Feliz 2016
Facebook.com/plannerfelipe
@plannerfelipe

Por quanto tempo você ainda fará a mesma publicidade?

Amigos

A ideia desse artigo não é ser nenhum futurólogo, mas sim analisar o cenário de hoje e pensar no que pode acontecer nos próximos 5 anos. Você acredita que o modelo de agência, em 5 anos, será o mesmo? Porque eu vejo que muitas não são mais como há 5 anos atrás, mas outras, ainda pensam como há 40 anos atrás.
Começo esse artigo repetindo o que já escrevi algumas vezes, uma sensacional frase da Ana Maria Nubié no evento Top de Planejamento de 2015, onde ela disse “não passamos 70% do nosso tempo na TV e 4% na Internet, logo, porque as verbas publicitárias ainda seguem esse padrão de divisão?” acho que essa frase deveria mexer com todos os gestores de marcas. Pior que eu vejo muita gente tentando mudar as coisas, tanto nas agências como nas empresas, mas é muito difícil mudar cultura e cabeça de diretoria. Com isso, o Brasil vai ficando para trás e quando esse pessoal que está entendendo o novo mundo chegar ao topo da empresa, onde o poder da palavra final é sua, o Brasil estará anos luz atrás dos EUA e Europa, e claro, aquelas pouquíssimas marcas, aqui no Brasil, que se atentaram para isso, bem a frente da sua concorrência? Apenas em comunicação? Não, em vendas!
Vamos a algumas coincidências: Fiat, a marca que melhor trabalha Internet já é líder de vendas no Brasil. Tecnisa, investindo uma porcentagem pequena da sua verba no digital vende quase 40% dos seus empreendimentos por esse canal. Boticário, na crise, vai crescer. Sua comunicação no online é muito superior a da concorrência que não vai crescer nesse ano. Bem, preciso de mais exemplos?
Walter Longo diz em seu livro “achar que o negócio da publicidade continua o mesmo é uma grande miopia” note que ele diz continua e não continuará. A vida que vivemos é diferente da que vivíamos há 10 anos atrás, logo, nosso consumo mudou. E muito. As pessoas não tem mais o tempo que tinham, não tem mais a vida que tinham. Nossos avós tinham uma vida, nossos pais outra, nós outra, nossos filhos terão outras. É o ciclo da evolução da vida. Quando eu dizia para o meus avós que tinha uma reunião as 19h, eles riam, diziam que eu não queria falar com eles. A vida deles era uma. A minha é outra. O mundo mudou, essa velha frase está linda, no PPT de palestras, mas no dia a dia as agências ainda vivem do BV da Rede Globo, que cada vez mais perde espaço para Facebook, YouTube, Netflix e Google.
Um ou outro programa da Rede Record ou SBT bate de frente com a Rede Globo, no geral, ela é a rainha da TV. Por anos foi assim, ela dando um “banho” na audiência das outras emissoras, e ainda é, mas seus programas – assim como todas as emissoras – perdem audiência a cada dia. E por que? Por causa dessa “tal internet” e seus conteúdos dos mais diversos onde as pessoas assistem quando querem. Não precisamos mais esperar a Sessão da Tarde, eu posso ver Lagoa Azul no Netflix as 3h da manhã de sábado ou as 8h da manhã de uma 2a feira. Eu decido, o poder é mais meu (consumidor) do que nunca. E vai ser ainda mais.
A internet não chegou para matar nenhuma mídia, mas seus pilares são fortes o suficiente para ela tomar o lugar das outras. Ela é interativa, resposta rápida, as pessoas interagem com as marcas, as marcas geram conteúdos específicos para o canal. As pessoas estão sempre conectadas, não vivem sem o celular. Mais de 100 milhões usam WhatsApp, 93 milhões usam o Facebook e as TVs estão ganhando outra utilidade: ser uma tela maior para ver o conteúdo da web.

Vai mesmo, continuar no modelo: Globo, Folha, Veja e coloca o que sobrar no digital?

O livro Planejamento Estratégico Digital já passou das 1,3 mil vendas em 7 meses do seu lançamento. Vai ficar sem o seu??

Abraços e FELIZ 2016
Felipe Morais
@plannerfelipe
facebook.com/plannerfelipe