Ler ainda é o melhor aprendizado

Amigos

O fim do ano está chegando, e muitos já começam a fazer a lista do que deixou de fazer em 2015 para fazer em 2016. Uma das minhas metas era ler 12 livros em 2015, li 14. Foram eles:
  • Comunicação e Marketing na Era Pós Digital – Walter Longo
  • 11 Anéis – Phil Jackson
  • A Lógica do Consumo – Martin Lindstrom
  • Meaningfull Marketing – Marcelo Tripoli
  • Como influenciar  a mente do consumidor – Roger Dooley
  • O catador de sonhos – Geraldo Rufino
  • TED, Falar, convencer e emocionar – Carmine Gallo
  • Branding, A arte de construir marcas – Marcos Hiller
  • Dá pra consertar – Julio Ribeiro
  • Mentes consumistas – Ana Beatriz Barbosa Silva
  • A nova lógica do sucesso – Roberto Shinyashiki
  • 1992 O mundo em 3 cores – Raí
  • 1993 Somos bicampeões do mundo – Zetti
  • Estratégias para tomada de decisões – John Adair
  • Neuromarketing aplicado a redação publicitária – Lilian S. Gonçalves (não terminei) 

Meta alcançada mas, em 2016, eu pretendo ler mais do que 12 livros, afinal, na minha prateleira tem 18 livros não lidos ainda. Se eu não comprar nenhum em 2016, o que será bem difícil, e mantiver a meta de 2015, eu ainda terei livros para ler em 2017, mas eu desenvolvi um cálculo para ler mais do que 12 livros ao ano, média de 1 por mês, que repasso a vocês. Estou adotando essa metodologia desde o começo de Dezembro e tem dado certo.
Se você ler 30 minutos por dia, poderá ler em média 20 páginas de um livro no período. Depende muito da velocidade em que você lê, eu por exemplo, leio um pouco mais devagar, pois eu grifo o que eu acho interessante, portanto, alguns trechos leio 2 vezes. Vamos manter essa média: 30 min = 20 páginas
Se o ano tem 365 dias, significa que você poderá ler, em média, 7.300 páginas ao ano. 365 dias X 20 páginas = 7.300 páginas lidas.
Se em média, um livro tem 300 páginas (livros de marketing, por exemplo) você poderá ler 25 livros ao ano, o que dará 2 livros em média por mês. Já está excelente e você só tem a ganhar com isso.
Recentemente li um artigo que dizia que se você ler 2 livros por dia – mesmo que um capítulo de cada – você exercita seu cérebro e o abre para novidades, por isso, tenha em mente isso e se motive a ler até 2 livros por dia, ou se não leu ontem, leia 1h hoje
Estou tentando, ler, pelo menos 1 hora por dia, assim consigo ler 2 livros ao mesmo tempo. Nem sempre é possível, mas pelo menos 30 minutos ao dia eu me permito “perder” para ler algum
Mantenha sempre 1 ou 2 livros na cabeceira da cama. Isso facilita a preguiça de ler ir embora

Deixe o celular longe e a TV desligada. Esses 2 eletrônicos, fatalmente, vão distrair você. Sendo bem sincero, é muito mais interessante o livro do que ficar olhando o Facebook, apesar, de viciante, faça esse exercício para você mesmo.
Por mais que você, de noite, entre nas suas Redes Sociais para ler coisas relacionadas a trabalho ou as notícias dos portais, reserve sempre 30 minutos para a leitura de um livro.
O ideal é que esses 30 minutos sejam contínuos, mas se ler também em 3 períodos de 10 minutos, está bom.
Nunca, jamais, em hipótese alguma, deite na cama, pegue o livro e coloque o despertador para tocar 30 minutos depois. Ler de olho no relógio fará você dar mais atenção ao relógio e menos a leitura, logo, seu cérebro não vai fixar nada do que você leu e você perdeu 30 minutos, quando na verdade, a leitura é um ganho para você
Se leu 30 minutos ontem, talvez, hoje, você leia por 1h. Se conseguir, na semana, ao invés de ler 210 minutos, o que daria cerca de 3h30, tente ler 5h. Tente pelo menos 3X na semana ler 1h. Lendo 30 minutos por dia, ou seja, 210 minutos por semana, você vai ler em média 14h por mês, se conseguir ler 20h por mês, talvez consiga ler 50 e não 25 livros ao ano.
Onde você pode ler?
  • Leia 30 minutos antes de dormir. Até bom, pois a leitura com uma luz fraca (luminária, por exemplo) ajuda a relaxar e dormir melhor 
  • Leia no ônibus, metrô, Uber ou taxi. Não aconselho ler se está dirigindo, por mais que fiquemos as vezes 2h parados, mas aconselho as vezes, ir de transporte público ao trabalho. Economiza gasolina, estacionamento, você tende a ficar menos cansado e ainda consegue exercitar a leitura nesses momentos. Eu pelo menos 2X por semana, vou para o trabalho de ônibus
  • Leia no almoço. Você pode adorar ir almoçar com amigos do trabalho, mas as vezes, tem algo chato. Só falamos de trabalho. Você não desconecta disso e é preciso para seu processo criativo. Por isso, tente ao menos 1X na semana ir almoçar sozinho(a) e durante esse intervalo, leia, no restaurante mesmo. Deixe de lado a internet, e-mails, Facebook ou Twitter, pois fatalmente você ou vai trabalhar ou vai ler uma enxurrada de coisas inúteis e ai sim perdeu tempo
  • Leia no médico. Dificilmente o seu médico atende você na hora marcada. Leia lá. No dentista, esperando sua esposa/marido/namorada/namorado/noiva/noivo/filho/filha/pai/mãe na sua consulta
  • Horário de verão? Pegue o livro, sai as 18h do trabalho, vá para um parque, uma praça, um café. Sente lá, curta o final do dia, o sol que vai embora umas 19h30 e leia. Você talvez, conseguirá ler por 1h30, olha que legal!
E o que eu recomento você ler em 2016?
Bem, a lista acima eu recomendo todos, mas aqui vão alguns outros

  • Planejamento Estratégico Digital – Felipe Morais (não posso deixar de fazer meu comercial)
  • A empresa conectada – Dave Grey
  • Carreia 360 graus – Célio Antunes
  • Nos bastidores da Coca-Cola – Neville Isdell com David Beasley
  • O cérebro consumista – Dr. A.K. Pradeep
  • As Armas da Persuasão – Robert B. Cialdini
  • Marketing na Era Digital – Martha Gabriel
  • Estratégias de Marketing e Ecommerce – Sandra Turchi
  • Fazer Acontecer – Julio Ribeiro
  • Por dentro da mente do consumidor – Philip Graves
  • Marketing de atitude – Julio Ribeiro
  • A cabeça de Steve Jobs – Leander Kahney
  • Estratégia – Max McKeown
  • O desafio da inovação – Renato Cruz
  • Entenda propaganda. 100 perguntas e resposta s- Julio Ribeiro, José Eustáquio
  • Criatividade em propaganda – Roberto Menna Barreto
  • Gamefication – Flora Alves
  • Innovatrix – Clemente Nobrega
  • Problemas Oba – Roberto Shinyashiki
  • O poder da atitude – Alexandre Slivnik
  • O estrategista – Cynthia A. Montgomery
  • A Arte do Planejamento – Jon Steel (esse está bem difícil de achar, mas se você quer trabalhar com planejamento, esse livro é a “bíblia”da nossa área)

Boa leitura para 2016!!!
Livro: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL (1.300 exemplares vendidos em 7 meses)

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe
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Brief são para ser desconstruídos

Amigos

Ultimamente vivemos um dilema: Qual é o futuro das agências? Sendo mais específico: Qual o papel do profissional de planejamento para os próximos anos?


Nessa era de abundância da informação, o cliente tem as mesmas – ou mais – informações que a agência, logo essa, tem que mostrar algo novo e que o cliente não sabe, não espera. Somado a isso, nós, profissionais de planejamento precisamos cada vez mais provocar a sadia discussão com o cliente que entendemos ser o melhor para os rumos das marcas com as quais trabalhamos. Equação na mesa, não é nada fácil chegar ao equilíbrio, mas há caminhos. E um deles é começar pelo início de toda a campanha: o brief.


Esse artigo não tem a missão de detonar ninguém. Mesmo porque briefs ruins geram campanhas ruins, mas é o papel da agência também provocar o cliente para entender a aprofundar mais o documento. Trabalhar a metodologia 5W2Hs nesse momento eu acho válido. Mas fica dúvida: por mais que o brief esteja excelente, ele é uma verdade?


Na Desconferencia de planejamento, a Tatiana da Nestlé soltou uma frase que eu avalio ser ótima “tenha um saudável desrespeito pelo seu cliente” em outras palavras, não aceite tudo do jeito que ele quer, pois nem sempre as pessoas sabem o que realmente querem. Por isso, se necessário desconstrua o brief, mas embase isso! Dizer “acho que não vai dar certo” não vai ajudar em nada…


O cliente espera inteligência estratégica da agência e, nós, profissionais de planejamento precisamos entregar essa inteligência. Esperam isso de nós e não o PPT ou Keynote. Não mostre que o cliente está errado, mostre, que suas pesquisas, insights, estudos e análises levam aquele projeto ou campanha para outro caminho é que sim, pode ser diferente do caminho pensado por ele. Provoque o pensamento no cliente!


Ofereça sempre mais! Neuromarketing ensina que quando as pessoas são surpreendidas por algo além do que esperam tendem a pagar mais por isso, ou seja, não se limite a verba por mais que o cliente tenha deixado claro que só tem aquele valor. Bons projetos conseguem valores extra de verba. Já passei por isso, você também já!


Recentemente passei por um caso assim. Obviamente sem citar nomes. Um cliente gostaria de uma estratégia para gerar e captar leads. A estratégia para isso é simples: mídia + landing page + Call Center ativo. O segredo não é a estratégia e sim a execução. Esse segredo é da agência. Ela é paga para fazer a mágica acontecer. Nenhum mágico conta seu segredo, mas ele faz a mágica. Chris Angel por exemplo, promete fazer um carro, a mais de 100km/h, sumir no meio do deserto. Ele faz, mas não conta como. Cumpre o que promete. Mas faz do seu jeito. E dá o resultado esperado!


Apresentamos ao cliente o que ele pediu. Aliás mostramos uma análise de comunicação da concorrência excelente. Digo no plural porque nenhuma agência é de uma pessoa só é ninguém faz nada sozinho. Os clientes gostaram, mas qual o momento em que caíram da cadeira? Quando viram que entendemos a fundo o seu negócio e como conquistaríamos o coração dos públicos. Aliás, ele passou que gostaria de atingir um determinado público e mostramos que ele poderia abrir, e muito, o leque!


A cada slide o cliente se empolgava pois ele estava diante de um plano de comunicação muito mais completo do que esperava, tinha recebido outra agência que apresentou “eu faço assim e custa X”. Nós, literalmente, ousamos e desconstruimos o brief. Já ganharam uma concorrência ao final da sua apresentação? Tem sensação mais gostosa do que essa? Então busque isso!!!


Segundo Julio Ribeiro mais empresas quebraram por estarem estagnadas do que as que ousaram e o recado aqui é: seja ousado! Você, planejamento, é a pessoa dentro da agência que motiva a ousadia. Motive as pessoas a ousar, a buscar sempre mais, a superar limites. Pessoas motivadas conseguem! Eu sempre me lembro que Michael Jordan foi expulso do time de basquete da escola por não ter talento para o esporte e hoje é considerado o Pelé do basquete.


Para desconstruir um brief: estude muito o mercado, entenda a fundo o negócio do cliente, análise muito o consumidor ou consumidores e mostre o que é bom ou ruim da concorrência que possa ser um caminho a ser seguido. “Acho que não vai dar certo” só vai atrasar o processo! Investigue, discuta com o cliente, force-o a trazer mais informações pois lembre-se que o cliente não passa o dia todo montando briefs. Temos que ajudá-los!
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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe
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Desconferência de Planejamento 2015

Amigos
No ultimo dia 12/12 o Grupo de Planejamento realizou no prédio da Miami Ad School o seu principal evento do ano, normalmente, chamado de Conferência de Planejamento, esse ano, a equipe do GP quis inovar. E foi um evento bem interessante, com formato novo. Algumas apresentações, mas teve muito bate papo, o que foi interessante. Infelizmente, eu só pude participar de 2, Ulisses Zamboni e Fernando Diniz e Utymo Oliveira. Tive a honra, de em 2006, fazer o Bootcamp e ter aula com essas 2 feras. O Fernando, na época, estava na Young&Roubicam, hoje, é VP da DPZ&T e o Ulisses já estava com a sua Agência Santa Clara, onde hoje é o CEO. Utymo, que participou do debate com Fernando, foi meu colega de aula no Bootcamp, em 2006, e fico muito feliz em ver que ele já passou pela diretoria de agências como F/Nazca e Isobar. Hoje está na Almap, na diretoria de planejamento.
Resumidamente, o evento falou de como os profissionais de planejamento precisam pensar a comunicação, sendo que cada um tem a sua metodologia, sua forma de pensar, mas que é preciso pensar antes do consumidor na pessoa, para depois pensar na ação. Interessante ver que estou defendendo na minha vida profissional a mesma coisa que essas feras fazem, isso porque eu os tenho como referências profissionais, por isso, tento seguir seus caminhos e ensinamentos.
Palestra Ulisses Zamboni
  • O modelo de aula ideal é fazer com o que aluno olhe para dentro de si e encontre a sua forma de pensar e a sua própria metodologia
  • Planejamento não tem começo, meio e fim
  • O estrategista tem que ter uma visão de mundo, ser flexível e entender que as coisas mudam. Aqueles que vem com uma ideologia pronta, não servem para fazer estratégia
  • Hoje vivemos o “Dilema do T”. As pessoas olham tudo na horizontal, mas esquecem de ver na vertical, ou seja, a parte de cima da letra T, significa como olhamos hoje as coisas de forma horizontal e consequentemente de forma mais superficial. Já a parte de baixo da letra T, significa analisar as coisas de forma vertical, ou seja, aprofundar. Hoje, o Google está ai e achamos que ele é o oráculo, que ele nós dá todas as respostas, quando na verdade ele é a parte de cima do T. Bons profissionais de comunicação aprofundam temas relevantes para defender ao cliente
  • Profissionais de planejamento precisam apresentar ao cliente coisas que ele não sabe sobre o mercado e marca, dados ele tem, inteligência sobre os dados e caminhos a seguir, nem sempre
  • Durante o evento, foi citado o Braincast de planejamento onde Ken Fujioka (presidente do GP) falou que precisamos sair da bolha do escritório da vila olimpia. Ir mais para a rua, entender mais o porque as pessoas estão comprando e como estão fazendo isso. Ai vem uma opinião pessoal, onde eu acredito que o profissional de planejamento, precisa ficar menos na sala de reunião e mais na rua, pois o consumo ocorre no Shopping e não na sala de reunião.
  • Planejamento vive! Cheguei a citar uma entrevista que li do Ulisses Zamboni em 2010 (que coloquei na íntegra no meu livro) onde ele dizia que “Profissionais de planejamento que tem uma vida normal, entregam um planejamento normal”. Mais tarde, na outra discussão (Com Fernando Diniz e Utymo Oliveira) foi falado muito do perfil maluco que o planejamento possui, indo ao encontro do que Ulisses disse nessa entrevista de 2010
  • A entrevista você pode ver no site O Melhor do Marketing  (http://www.omelhordomarketing.com.br/o-processo-de-planejamento/)
  • O cliente nunca sabe o que ele quer, a não ser que ele quer resultados. As vezes, nem o resultado ele sabe qual é. O diretor estipula uma meta – que nem sempre tem embasamento e sim um chute – e o gestor de marca quer um auxilio da agência para que ela traga esse resultado
  • Na plateia do evento, estava Tatiana, gestora de marca da Nestlé que deu uma dica aos profissionais de planejamento “tenha um saudável desrespeito pelo seu cliente e mostre a ele coisas que ele não sabe” ou seja, apresentar estudos do Portal Exame, Veja, IstoÉ ou Ibope, disponíveis na Internet, nem sempre é o caminho, pois o cliente tem o mesmo acesso.
  • TGI, Marplan, Focusgroup, ComScore, Hitwise, não são mais privilégios das agências. Está mais difícil apresentar dados que o cliente não saiba, mas não é isso que ele espera da agência, ele espera inteligência estratégica de comunicação, por isso, cada vez mais os profissionais de planejamento tem ganho importância no processo de comunicação
  • Coca-Cola, Unilever, Nestlé, Kraft são algumas das empresas que estão recrutando profissionais de planejamento de agências para seus times de marketing
  • Profissionais de planejamento não precisam se frustrar por não ter as respostas. Nem sempre teremos. No mundo cada vez mais gerador de dados, o que precisamos fazer é provocar. Planejamento provoca o cliente, o faz refletir, não lhe dá o caminho, mostra o caminho. É diferente o processo, mas isso, nem todos enxergam
  • O ser humano é competitivo por natureza, logo, o cliente odeia quando a agência sabe mais que ele. Traga o cliente para perto, provoque a reflexão e cheguem juntos na resposta, lhe dê a sensação  que ele é o gênio, mas dê todas as pistas para ele chegar lá
  • Um provocação a ser feita ao cliente: Você ainda vende produtos? Pois as pessoas estão deixando de comprar produtos, para comprar sonhos, estilo de vida, serviços entre outros conceitos. O produto é o entregável, mas não se compra mais Coca-Cola, se compra algo que mata a sede
  • No futuro próximo, empresas vão virar serviços, marcas serão mensagens. Não mais se venderá sabão em pó, se venderá liberdade para viver com a família.

Palestra Fernando Diniz e Utymo Oliveira
  • O profissional de planejamento precisa ser diferente, no bom sentido da palavra, ser esquisito. Utymo citou que o profissional não pode ser aquele cara normal, com vida normal, que é previsível
  • Aqui tem a conexão com o que Ulisses Zamboni, falou em 2010 no artigo que citei
  • Planejamento precisa gostar de gente. Fernando Diniz, jornalista de formação, conta que a sua experiência como jornalista – no começo de carreira – fez ele contar histórias e isso o aproximou do lado humano de gostar de pessoas
  • Hoje o planejamento precisa olhar fora da realidade de marcas e pessoas, entender que o mundo está mudando de uma forma muito rápida, mais rápida que anos atrás e mais devagar do que no futuro
  • Não se faz planejamento dentro do escritório no ar condicionado, é preciso ir para a rua.
  • Diniz citou um exemplo, de quando era repórter da Revista Trip, para fazer uma matéria, dormiu com mendigos para vivenciar na pele o que era
  • Não só por ser jornalista, mas por ter passado 5 anos na F.Biz e ajudado a agência crescer de 50 para 280 funcionários, Fernando tem uma visão clara de que conteúdo será a grande estratégia para as marcas nos próximos anos.
  • Foi citado o jingle, o comercial de TV, que ainda existem e nunca vão morrer, mas acredita-se que eles perderão espaços para o conteúdo.
  • Utymo citou que não existe diferença entre planejamento e estrategista, muito menos o planejamento criativo. O que existe é planejamento e pronto
  • As novas gerações, como a Z, estão mais conectados do que nunca e os filhos dessa geração virão ainda mais.
  • A Internet é uma realidade na vida das pessoas, não das marcas
  • Dentro da agência, Diniz dá a dica de que o profissional de planejamento precisa ser claro com a criação. Apresentar de maneira clara e objetiva seu ponto de vista. O profissional de planejamento precisa ter opinião. E expressá-la. O criativo, na maioria das vezes, vai dar porrada, mas quando se é relevante, ele o respeita.
  • Não importa se você é estagiário ou VP, ele vai respeitar pelo seu conhecimento e querer estar sempre ao seu lado, pois entende que o trabalho dele será muito melhor com a sua ajuda. Esse é um dos papeis do planejamento: fazer o trabalho da agência como um todo ser ainda melhor
  • Para fazer a diferença no processo de comunicação, planejamento tem que ralar muito e entender que estamos em um eterno aprendizado.
  • Diniz citou que aos 39 anos, largou um emprego estável na maior agência de propaganda do país, a Young&Rubicam, para ganhar menos na F.Biz, o grande motivo: aprender sobre digital
  • Planejamento tem que ler muito. Ler tudo, de livro técnico a romance, de ir ao cinema, teatro, viajar. Viajar muito e principalmente, sair o quanto puder da agência para viver a vida das pessoas.

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Um abraço e boa semana a todos
Felipe Morais
@plannerfelipe
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