A derrota da prepotência

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Amigos.

Deixando um pouco de lado notícias sobre marketing digital, hoje vou escrever como a postura profissional é tão ou mais importante do que ter um bom CV e conhecimento.
Não sou um cara muito fã de reality shows, na verdade acho o BBB o pior programa que existe na TV brasileira, mas há um programa desse estilo que vale a pena ver, pois ali, qualquer profissional aprende. Para aqueles que acompanham o programa “O aprendiz” (e os que não acompanham deveriam) o que vou escrever agora está bem fresco na memória.
Há tempos, tenho visto que a participante Sandra (a única japonesa) extrapola os limites da arrogância e prepotência. Sempre que questionada sobre as derrotas, a Sandra fazia caras e bocas, usada de um sacrasmo irritante, inclusive quando assumia a culpa era de uma maneira superior, de um modo onde deixava parecer: “errei mas por culpa de incompetentes como vocês..”
Ontem, na sala de reunião após a derrota da prova, Sandra e sua parceira Maura estavam descontroladas, acusando Henrique por tudo, esse por sua vez de forma calma e ponderada conseguiu não apenas se sair muito bem na sala, como fez com que as duas se descontrolassem e perdessem a linha de raciocínio, ao final, Justus decidiu demitir Maura, nesse momento, Sandra, no auto da sua petulância decide pedir demissão e acusar Justus de estar buscando profissionais sem caráter, mais uma vez querendo mostrar que ela era a soberana, a melhor e o resto que fosse passear (para não dizer outra coisa).
Questionar uma decisão do presidente da empresa, é sempre arriscado, ainda mais uma decisão que ele tomou baseado em fatos, dados e análises que ele tem nas mãos inquestionáveis. Assim, quando ela pensou que mais uma vez a sua arrogância seria soberana, Justus fez seu papel de dono do jogo e a colocou no lugar dela – que na minha opinião deveria ter sido logo na 1a rodada – dentro do taxi de volta para casa.
Presidentes, diretores, superintendentes, gerentes, enfim, os “chefes” nem sempre tem a verdade absoluta em mãos, cabe SIM aos funcionários questionarem o que lhes foi passado, porém de forma profissional: não abaixando a cabeça, não gritando, não fazendo caras e bocas ou olhando de baixo para cima como se você fosse superior. Olhando nos olhos, firme, calmo, falando sua opinião EMBASADA – “ah, eu acho que…” é a pior forma de se começar um questionamento.
Dados, informações, regras, leis existem e devem ser cumpridas, mas podem também serem questionadas, desde o profissional saiba como fazer.
Prepotência e arrogância não leva a nada e o profissional sempre acaba se dando mal com essas atitudes.

Abraços
Felipe Morais

Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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