A volta da Coke Machine

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Amigos


Estava indo para o trabalho quando me deparei em plena estação Paulista do Metrô (linha amarela) com uma bela máquina de Coke Machine. Fique encantado não apenas por ser um viciado confesso do produto, mas por relembrar minha infância. Sim, a nostalgia está na moda e deixou de ser uma tendência quando as festas Trash 80 explodiram no país e as camisas retrô pegaram carona.

As camisas retrô até merecem um parágrafo a parte, pois trata-se de uma moda sem volta. Eu mesmo comprei de Natal uma camisa retrô que é uma homenagem ao Mestre Telê Santana e ao bi-campeonato mundial do tricolor. Belo presente eu ganhei de mim mesmo.

A Coke Machine me remete rapidamente a duas coisas que alias me motivaram a escrever esse artigo. Claro que são dois fatores altamente ligados ao planejamento estratégico: experiência de consumo e marcas buscando o consumidor onde eles estão.

Qual a forma tradicional para comprar uma Coca-Cola? Ir a um bar ou restaurante e pedir junto ao prato no almoço ou jantar, certo? Repare que eu falei a palavra tradicional. Mas as pessoas estão 24h por dia comendo? Não. Elas vão a shoppings, supermercados, clube, escolas, faculdades, postos de gasolina, dançadeiras… E todos esses lugares vendem o produto. Por que não vender no metro onde estou agora escrevendo esse artigo? Por não ter espaço? Não é mais desculpa!

O triste é saber que no Japão já existem painéis touch que vendem produtos de supermercado nas estações de metro e que em São Paulo isso vai demorar 20 anos para acontecer. E por que? Porque os gestores de marca ai da não entendem o digital!

Estamos mostrando aqui não só como a Coca-Cola foi atrás do publico, mas como ela proporcionou uma nova experiência de compra onde “eu posso, eu compro, eu não preciso de ninguém aqui”. Isso não se parece um pouco com o “eu escrevo o que eu quero, quando eu quero e a hora que quero”??? Isso não é um comportamento humano na web? Trouxemos os comportamentos Offline para a web e agora estamos fazendo o inverso. Ou não?

Pode parecer uma bobagem, uma ação simples, mas sem duvida inovadora. Ou alguém ainda acha que para inovar é preciso fazer ideias malucas que custam bilhões? Inovações de bilhões são importantes, mas as simples também.

Não tirei foto dessa maquina ao lado de pessoas pois não estou afim de ser processado por uso indevido de imagem, mas por mais que essa maquina estivesse desligada (só funcionará a partir da 2a semana de Janeiro) chamou muito a atenção. Por ser novo? Claro que não, na década de 80 isso já era febre nas locadoras e bancas de jornal, mas por ser diferente.

Uma ação juntou uma nova experiência de compra, o retrô e a busca das marcas onde estão os consumidores, simples, direta e com alto poder de retorno. Agora, se você acha que só dá certo por que é Coca-Cola está na hora de você repensar seus conceitos. É mais fácil dar certo por ser Coca-Cola, ai sim, mas serve também para abrirmos as nossas mentes e pensarmos que nem sempre o comercial de TV engaja, envolve e principalmente vende!!

Mais uma vez, parabéns Coca-Cola!

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe
Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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