Agências digitais chegando no Brasil

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Amigos.

Antes de começar artigo, gostaria de agradecer aos recordes de acesso que consegui na última 6a feira (275 acessos únicos) e no domingo (125 para um dia que em média tem 30 acessos); é o que eu digo, quando se gera um conteúdo relevante, naturalmente as pessoas buscam os blogs, sites, redes. E é isso que eu defendo junto as marcas!

O mercado digital no Brasil está mais aquecido do que nunca; mesmo que a pesquisa da IAB tenha mostrado que 60% dos maiores anunciantes do Brasil não acreditem – ainda – na web, há milhares de outros anunciantes que começaram a colocar um pouco de suas verbas no mundo digital, começaram a ter resultados e com isso foram aumentando os investimentos, assim, como há mercados como o imobiliário que vê na web uma das principais fontes de venda de imóveis.

Basta acompanhar na imprensa o grande aumento nas vendas, só esse último final de semana, no Feirão da Caixa em São Paulo foram gerados 1,8 bilhões de reais em negócios, isso em QUATRO dias de evento, mas esse é um assunto para um outro post.

O que me motivou a escrever esse artigo é a recente chegada de agências como Digitas, Razorfish, Modem Media e R/GA; dessas, a excessão a RGA, todas fazem parte do Publicis Group; em 2008 a Digitas comprou a agência Tribal e Modem Media deve finalizar a compra da AG2, uma das principais agências digitais do Brasil; a Razorfish por exemplo, foi comprada no fim do ano passado pelo Publicis Group da Microsoft; além dessas iniciativas, posso destacar a primeira grande entrada de um grupo digital no Brasil, a Isobar que em 2007 comprou a Agência Click, maior agência digital do Brasil, e na sequencia a Age. agência tradicional de propaganda Brasileira.

Se as marcas ainda não abriram os olhos para o mercado digital, os grandes grupos de comunicação no mundo sabem do enorme potencial que o Brasil tem em crescimento da web; falar aqui que o brasileiro é apaixonado pela web, principalmente pelas Redes Sociais é ser altamente redundante, afinal, passamos 70h por mês conectados, sendo que 80% desse tempo em Redes Sociais, isso já mostra o potencial de crescimento; digo potencial, pois infelizmente ainda, apenas 30% da população nacional tem acesso – pelo menos uma vez ao mês – a web.

A classe CD é a classe que mais cresce em acesso a web; o Brasil tem em média 100 milhões de pessoas na classe C, entretanto apenas 40% acessam a web; classe D a porcentagem deve ser menor (não tenho nenhum número em relação a isso), mas a classe AB tem 90% de penetração do meio, a classe CD inicia seus acessos a web via Orkut, MSN, YouTube e portais (Uol, Terra, G1…) esse é um dos motivos pelo qual o brasileiro é tão apaixonado pelas Redes Sociais, além do fator de necessidade de se relacionar, as redes são a sua iniciação na web.

Em resumo, o Brasil tem 192 milhões de pessoas (população), sendo que apenas 30% acessam a web, mas o desejo de acessar o mundo virtual coloca o Brasil como país que mais acessa e mais “ama” a web, logo, os grupos de comunicação estão de olhos bem abertos para o mercado.

A Razorfish e a R/GA são as mais recentes a entrar no Brasil, e para essa entrada contratram profissionais altamente capacitados. Fernando Tassarini e Fabiano Coura estão tocando as operações da Razorfish e RGA respectivamente; são profissionais com alto conhecimento de mercado além de grande capacidade; o Coura eu conheço pessoalmente e apenas para comentar um dos seus cases, ele foi o diretor do projeto da Insula (braço digital da NeogamaBBH) para o Bradesco, chamado de Presença, usando realidade aumentada via iPhone.

A R/GA por exemplo, foi eleita em 2009 a agência digital da década pelo jornal AdWeek; a Razorfish foi uma aposta da Microsoft na propaganda digital, ela se tornou parte da Microsoft em 2007, quando a empresa a aQuantive, empresa voltada a serviços de publicidade digital, por cerca de 6 bilhões de dólares, para competir com o Google; a Razorfish foi vendida para o PublicisGroup por 530 milhões de dólares.

Na minha opinião, o momento agora das agências digitais, e falo das grandes como F.Biz, TV1, Addcomm, A1 Brasil precisam abrir os olhos, pois além da expertise que essas agências trazem “de fora” há um pouco de vaidade de alguns gestores de marca desejarem trabalhar com uma R/GA por exemplo; o Brasil não perde para país nenhum no mundo em quesito de criatividade, mas devemos entender que pelos cases que existem nos EUA e Europa, onde as marcas investem mais na web que no Brasil, há mais possibilidades de criar e inovar; aqui no Brasil, ainda estamos muito presos a “banner na home de portal” o que eu não critico, é necessário e dá resultados, entretanto, é preciso pensar além disso.

Vejo com bons olhos a chegada dessas agências no Brasil, acho que vai movimentar mais o mercado, vai forçar as agências trabalharem mais e serem mais inovadoras e criativas, além de movimentar o mercado e com isso abrir mais espaço para empregos, aliás, espero que essas agências tragam uma cultura forte em planejamento estratégico digital, assim a minha profissão (e sei que de muito amigos leitores) será mais valorizada, aumentando salários e contratações.

Que venha a concorrência estrangeira!

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe


Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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