As marcas estão mais sociais?

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As Redes Sociais não são apenas para gerar negócios. Elas geram relacionamentos, que geram negócios. Acho que esse conceito está, ou pelo menos deveria estar,bem claro na mente dos gestores de marcas. O Facebook, Twitter, LinkedIn, Pintrst e Instagram são poderosas ferramentas de vendas, não tenha dúvidas, mas só expor produtos ou divulgar uma promoção e achar que isso vai dar resultado, é um pensamento errado. Seja menos mídia e mais social, essa é uma das regras da Rede Social.

Esse artigo é inspirado em um case bem interessante que vi no site da Revista Proxxima, do Chamyto, produto da Nestlé que concorre diretamente com o famoso Yakult. Diferente do concorrente mais famoso, Chamyto trabalha outros sabores e pedirá ao consumidor, por meio da Internet, que ajude a decidir o novo sabor do produto, pré-definido pela marca e assim ampliar o portifólio de sabores do Chamyto. Uma estratégia a princípio até “batida” mas que dá resultado! A marca entendeu que não dá mais para decidir tudo sozinha. É preciso envolver o consumidor cada vez mais. De novo, ser menos mídia e mais social.

Vale lembrar aqui o famoso case da marca de roupas GAP, que mudou seu logo e a repercussão nas redes foi tão negativa que a marca voltou ao seu antigo logo. A revolta das pessoas foi exatamente não terem sido ouvidas sobre essa decisão da marca. As pessoas se relacionam com as marcas e querem saber de tudo. O e-consumidor (e vamos entender aqui as pessoas que compram e também pesquisam – independente de comprar ou não – pela web) se mostra interessado em se relacionar com a marca, pois ele quer fazer parte desse mundo, e fazer parte, significa se envolver nas decisões. Infelizmente, gestores, as marcas não estão mais em suas mãos.

A Batata Ruffles fez uma ação similar a do Chamyto, porém, envolveu mídia TV além de ações digitais, o que na minha opinião é sempre válido. Já está mais do que certo que a mídia 360º é o que realmente dá resultado. A Ruffles pediu para que as pessoas criassem um novo sabor para o portifólio.

O objetivo da Ruffles era o mesmo da Nestlé: ampliar o portifólio de sabores do produto. As pessoas se engajaram, entraram na “brincadeira” e isso foi positivo para a marca, ela ouviu o consumidor e colocou no mercado o sabor que ele criou. Starbucks my Idea é um projeto nos mesmos moldes e funciona bem no mundo todo. 

Recentemente a Tecnisa lançou o projeto Tecnisa Ideias para ouvir o consumidor. Lembrando que a marca já vendeu um empreendimento inteiro por que ouviu as necessidades dos idosos no Orkut, criou o empreendimento, ofereceu a esses idosos que compraram.

O que diferencia a ação da Nestlé é que além de ser uma ação voltada as crianças, público-alvo da marca,ela envolve engajamento com a marca através de um game. O voto só é computado depois que o jogador finaliza o game. 

Por um lado, isso pode ser ruim pois muitos vão desistir de votar por causa dessa dificuldade, afinal, estamos acostumados a votar em enquetes em segundos, por outro lado, quem votar no produto são crianças realmente engajadas e que desejam ampliar o relacionamento com a marca, no meu ponto de vista, um voto mais qualificado.

Na minha opinião, essa ideia é simples. Simples e não simplista. Estou cada vez mais “viciado” nesse conceito do simples, aliás, estou escrevendo um capítulo apenas sobre esse tema no meu livro e penso em criar um E-book sobre o tema. Essa ação resolve o problema da marca, talvez a agência não ganhe Cannes com essa ação,mas resolve o problema da marca, esse é o papel do planner: resolver problemas de marca!

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe
Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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