“Eu acho” não cabe mais na propaganda

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Amigos.

Segue o meu primeiro artigo escrito 100% via smartphone, dentro do metrô! Essa será uma prática recorrente, gostei de mais da experiência.

Diretor de arte passa horas fazendo um layout. Passa para o atendimento que diz: “hummm, não gostei”. Refaz, envia ao cliente que diz: “hummm, acho que precisa de mais cinza aqui. Olha o site da Apple que legal…”

Primeira pergunta: não gostou baseado em quê? Resposta rápida e resumida: “achismo”. Sinceramente pouco importa a opinião de uma pessoa. Importa a resposta que o consumidor dá a campanha, mas isso raramente é levado em conta.

“Eu quero ser a Apple” diz o cliente; “mas seu logo é vermelho e você é uma empresa de comida” responde o criativo. Pouco importa, o cliente quer ser tão desejado como a Apple mesmo que ele venda commodities.

Nas minhas aulas sempre levanto uma discussão que tive na minha época de pós graduação na Metodista: Qual o melhor sanduíche do mundo? Muitos dizem que é a lanchonete da esquina ou outra famosa de São Paulo, mas meus amigos, o melhor sanduíche do mundo chama-se: Big Mac! Quando digo isso alguns alunos torcem o nariz, devem me achar louco ou patrocinado pelo grande M amarelo, mas não.

Defendo que o importante é a resposta do consumidor que, no mundo todo, consome 1 milhão de Big Macs por dia. É a resposta do consumidor e não a opinião pessoal que vale. Você pode não gostar do lanche ou da lanchonete, ok, mas a discussão aqui é outra é abrir a mente e sair do achismo e desenvolver algo que atinja o coração do consumidor, que faça ele se tornar fã e se apaixonar pela marca. Quer ser a Apple então comece a encantar como a “maçanzinha” faz.

Como planner, nós temos que ter a visão estratégica da comunicação. Não é fácil e é preciso muito exercício e treino. Evitem o olhar critico do “gostei ou não gostei” ou “acho que aquele azul pode ser mais escuro”, veja pelo lado da estratégia e se aquele layout vai encantar o consumidor; veja bem, o consumidor e não apenas o cliente.

Eu até defendo a importância de se testar uma campanha e/ou layout de um site com o publico-alvo antes de colocar o mesmo no ar, mas quem consegue esse tempo e dinheiro? A midia off tem tempo e dinheiro para pré-teste em campanhas, o que acho válido, mas por que o digital não tem?

Sem entender o consumidor, ficaremos eternamente no achismo e o “eu acho que” normalmente não é a melhor escolha.

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe
Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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