Foco na Classe CD

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Amigos.

Hoje foi publicado a 1a (de 3) partes do meu estudo sobre o “Foco das marcas na classe CD” no site O Melhor do Marketing; nas próximas 2 quartas feiras, terão as continuidades.

Logo depois que os artigo for publicado no veículo, o qual escrevo todas as 4as feiras, eu vou publicar na íntegra o conteúdo aqui, uma vez que nem todos os meus leitores do Blog acessam o site, assim como nem todos os usuários do site acessam meu blog.

Na estratégia de compartilhamento de conteúdo, na minha opinião, o grande lance da web nos dias atuais, segue a 1a parte da pesquisa:

A Classe CD no foco das marcas
por Felipe Morais

De 2006 para cá, a Internet brasileira deu um enorme salto em números de acessos, pulou de 23 milhões para quase 70 milhões de usuários no período, o que fez com que as marcas começassem a olhar com outros olhos para o meio; graças a esse impulso, o Brasil que gastou 530 milhões de reais em mídia online em 2006, gastou em 2009 (segundo a IAB Brasil), 1,3 bilhões de reais, se pararmos para analisar friamente a proporção de aumento de usuários é quase a mesma que de investimentos, o que mostra um bom cenário para o país e uma excelente perspectiva para os próximos anos.

Mesmo com esse crescimento, é duro ver que ainda para muitas marcas estar na web é fazer banner na home de portal, ok, já mostra uma evolução do pensamento dos gestores da marca que começam a enxergar a web como uma plataforma de comunicação e vendas de seus produtos, mas ainda um tanto quanto míope. Fazer banner na home de portal é importante sim, mas não é a única forma de estar na web.

Não me canso de mostrar o case da Tecnisa que usa a web como uma ferramenta de vendas e relacionamento e tem se mostrado muito eficiente no canal; recentemente eu assisti a uma palestra do Roberto Loureiro que dizia que quando a marca entrou no Twitter muita gente duvidou da eficácia do canal e pouco tempo depois, eles venderam um apartamento pelo canal, agora eles estão no Kindle e muita gente duvida que isso vá gerar algum retorno. É esperar para ver.

O que importa no case da Tecnisa é que ele começa a mostrar resultados efetivos, logo, outros gestores de outras marcas – concorrentes ou não – estão abrindo os olhos, repito ainda meio míopes, para essa importante ferramenta de comunicação.

Segundo a IAB Brasil é grande o número de empresas que vão aumentar o investimento em web em 2010, o que deixa o mercado altamente aquecido. Dificilmente – acredito eu – alguma empresa tem uma estratégia de marketing que não contemple ao menos uma ação, mesmo que um banner na home do Uol ou uma ação de Links Patrocinados no Google.

Voltando a falar do crescimento da Internet no Brasil, muito se deve as classes C e D, que são a grande maioria da população brasileira. É uma população, que segundo o Critério Brasil tem uma renda mensal de R$ 804,00 a R$ 4.807,00; segundo estudos da FGV, Kantar Wordpainel e PNAD, cerca de 74% a população brasileira está na classe C e D (60% classe C); já na grande São Paulo, a classe C e D representa 76% e a classe AB apenas 15%, entretanto 87% da classe AAA está na cidade.

Segundo uma pesquisa da Revista InfoExame, hoje a classe C não vive sem internet e passa cerca de 8h por dia conectado, seja em Google fazendo uma pesquisa para escola ou faculdade, seja se relacionando no Orkut ou usando a febre da web, o Twitter.

Estima-se que no Brasil, cerca de 100 milhões de pessoas pertencem a classe C, se apenas a classe C tivesse acesso a web, juntamente com as classes AB, o Brasil já teria perto de 70% da população com acesso, o que nos colocaria entre os 3 primeiros países com acesso a web, acredito que perdendo apenas para Índia e China que são países muito mais populosos que o Brasil, e claro, jamais passaremos eles em acesso a web.

Apenas como curiosidade, hoje a China tem 400 milhões de usuários de Internet, apenas o dobro da população total do Brasil, sendo que a China possui cerca de 1,2 bilhões de pessoas.

Nos últimos 5 anos, a Grande São Paulo ganhou cerca de 1,8 milhões de novos consumidores. Muitos desses consumidores migraram, também, para a Internet, tendo o canal como uma fonte de informação, relacionamento e pesquisa; estudos mostram que há muitos jovens nas classes CD e hoje não se pode imaginar comunicar para o jovem sem usar a Internet.

Recentemente fiz uma pesquisa junto as Lan Houses, que já são o 2º ponto de acesso de web no país (perdendo apenas para o residencial) e vi muita gente entrando na web, muito da classe média (fui em bairros de São Paulo onde a maioria é classe CDE). Eles começam entrando pelo Orkut, MSN, YouTube e Portais de notícia, mas logo vão migrando para outros sites, inclusive os de e-commerce.

A popularização do computador nos últimos anos (hoje se compra um computador muito bom por R$ 799,00 em 10x R$ 79,90) e o barateamento da banda larga (com planos de R$ 29,90) fizeram com que a classe CDE entrasse com tudo na web e hoje, dos 100 milhões de pessoas pertencentes a classe C, cerca de 40% acessam a web, sendo a classe dominante dentre os 70 milhões de usuários.

E para você, qual deveria ser a estratégia para uma marca falar com as Classes CDE? a internet é o único meio que ela deve explorar?

Já está a venda o meu livro PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL (Ed. Brasport). Adquira já o seu.

Participe da 1a rede para planners digitais do Brasil.

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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