Mediador de Redes Sociais

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Amigos

Após um belo feriado, cá estou eu de volta ao batente e escrevendo no blog.
Mau tive tempo de ler todas as newsletters e os RSS que tenho, mas já havia separado material para publicar aqui.

Muito tem se falado em Redes Sociais. Eu mesmo cheguei a escrever aqui algumas vezes sobre essa nova febre. Recentemente escrevi um artigo que enviei a revista I Masters. Espero que seja publicado, onde abordo – entre outros – esse tema

Essa nova febre, como gosto de chamar, é algo que veio para ficar, pois a cada dia que passa as pessoas se reunem mais em torno de comunidades e as empresas/anunciantes de olho nisso querem entrar, querem falar com essas pessoas, aliás, não apenas querem falar com essas pessoas mas querem saber também, o que elas estão falando das suas marcas, afinal, anos e anos, milhões de reais, estratégias traçadas para construção de marcas, tudo isso pode ser afetado em minutos por “meia dúzia” de mediadores de comunidades que por uma experiência ruim ou por pura “diversão” detonam uma marca no ambiente web e com isso levam vários outros internautas.

Dizem que a criatividade nasce da necessidade.
No caso que vou falar nesse post, pode se incluir essa teoria.
O novo profissional do mercado surgiu junto com a grande demanda das redes sociais, que claro, não estou aqui falando apenas de Orkut, mas das milhares de redes presentes no mundo web.

Mediador de Redes Sociais, esse é o novo profissional que a web demanda.
Segundo o site IDGNow, quase 50% dos gerentes de marketing sênior dos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra acreditam que o monitoramento de redes sociais e blogs deve ser um investimento das empresas, segundo um estudo da TNS Media Intelligence/Cymfony. No Brasil, os blogs têm 10 milhões de leitores e, além disso, os internautas residenciais abrem 1.300 páginas do Orkut por mês, segundo o Ibope//NetRatings.
Com o crescente engajamento dos internautas nestas ferramentas, surgiu a necessidade de um novo profissional: o ‘mediador de web 2.0’, que monitora mídias sociais – comunidades virtuais, blogs, fóruns e outros – para controlar o que estão falando de uma empresa na internet.
Na web, o consumidor insatisfeito pode atingir até 220 pessoas ao falar mal de uma empresa – muito mais que no mundo real, quando ele atinge cerca de 11 pessoas, segundo Alessandro Lima, diretor de negócios da e.Life, que monitora o boca-a-boca online sobre marcas, produtos e serviços.

De olho nessa demananda, as agências já estão buscando esse profissional e possuem até um perfil para ele O presidente da agência Riot, especializada em mídias sociais, Pedro Ivo Resende, conta que ao buscar estes profissionais, avalia seu papel na internet. “Partimos do princípio que a pessoa deva ter um blog, produzir conteúdo, usar redes sociais e ter curiosidade – isso é muito importante”, diz.
O tempo médio mensal dos usuários do Orkut é de 300 minutos, segundo o Ibope//NetRatings. Já em blogs, “considerando o WordPress e o Google Blogger, os usuários passam 6 minutos por mês”, revela o analista de mídia do Ibope, José Calazans.
Segundo o executivo, o tempo nos blogs é bem inferior às horas dedicadas ao Orkut porque “os jovens chegam neles a partir de buscadores para encontrar informações que lhe interessam naquele momento.”
Já que um usuário pode chegar a um blog que fala mal do serviço 3G da Claro, por exemplo, por simplesmente querer saber se o adotará ou não, surge a necessidade deste profissional,
mistura de habilidades de relações públicas, analista de mercado e atendimento ao consumidor – todos 2.0. Ainda não há nomenclatura oficial para este cargo.

É uma pessoa que cada vez mais analisará o sentimento do que está sendo falado, além de cruzar dados com pesquisas qualitativas. As pessoas falam espontaneamente na web, e estes profissionais reunirão o que é dito e alinharão as informações para avaliação.”Embora muitos softwares cuidem de monitorar tudo que é falado online sobre uma empresa, o profissional deve “interpretar os dados e gerar um relatório sobre o que foi dito positiva e negativamente sobre a marca”, explica Marcelo Tripoli, diretor da agência IThink.

O mercado online está cada dia passando por transformações. Surgem novas formas de impactar o consumidor, surgem novos softwares, teorias, ferramentas e profissionais, mas no fundo o que vai importar realmente é o retorno que tudo isso dará aos bolsos dos acionistas dos anunciantes.

Abraços
Felipe Morais

Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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