Mudança no comportamento do consumidor

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Há cerca de 2 anos, vivemos uma onda de empresas querendo focar seus produtos e serviços na emergente Classe C, classe amplamente dominante no país, com mais de 100 milhões de pessoas.

A definição de classes, segue um modelo que o mercado chamada de Critério Brasil, desenvolvido pela ABEP (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa)

o critério classifica por ítens dentro da residência do consumidor (geladeira, TV, rádio, banheiro…) somada ao grau de instrução do chefe de família

Esses ítens dão uma pontuação que segue uma tabela da ABEP e assim é classificado se a pessoa é classe A, B, C, D, E; dentro de cada classe há variações como Classe A1, A2 por exemplo.

classifica por ítens dentro da residência do consumidor (geladeira, TV, rádio, banheiro…) somada ao grau de instrução do chefe de família

Segundo o critéio, que foi alterado no começo de 2010, cerca de 53% da população brasileira ganha entre 900 e 1,5 mil reais, fazendo parte das classes C1 e C2, essa é uma população que não para de crescer: Segundo o Data Popular, para cada adulto AB há quatro CDE. Já entre as crianças, a diferença aumenta para uma a cada 10, respectivamente

O que costumo chamar de “Efeito Casas Bahia” onde o consumidor teve um poder de aumento de compra por conseguir comprar um celular de 1.000 reais em 24X de 20,oo e (gostando do “homem” ou não) a política econômica que privilegiou a classe mais baixa, que agora tem mais poder de compra, fez com que as empresas mirassem nesse “mundo de pessoas”

Esse comportamento, porém, tem um fator negativo:endividamento dos jovens beira os 50% desde 2008, mesmo com dinheiro, ainda falta cultura e planejamento financeiro.

Os jovens tem um dinheiro que não tinham a 2 anos atrás e querem realizar seus desejos de consumo!

Em efeito de comparação, a Classe C no Brasil é maior que a população de alguns países da América do Sul!

Marcas como Unilever, Nestlé, Motorola, Nokia que antes miravam na classe AB pelo seu alto poder de consumo, começam agora a olhar as classes C e até mesmo DE, essa população (nível Brasil) representa 87% da população e 76% do consumo total da nação, consumo esse que segue um “padrão de qualidade” o qual o consumidor não quer voltar atrás. Se ele pode ter um celular de última geração hoje, amanhã ele quer um melhor e não um simples como ele tinha a dois anos atrás.

Esse é o tema de um estudo publicado pelo site Mundo do Marketing hoje (20.08.2010) que me motivou a escrever esse artigo, no estudo do instituto DataPopular, onde é apontado que: A classe C no Brasil está em destaque e já movimenta R$ 127,6 bilhões, cifras que enchem os olhos de qualquer executivo de multinacional que pensa: Quantos % eu consigo desse bolo?

A mudança na pirâmide do consumo afeta também o comportamento de quem compra. Na classe C, a compra não é apenas a troca de dinheiro por um produto ou serviço. “Trata-se da inclusão. Uma compra representa sair das restrições, ter a oportunidade, suprir uma necessidade e obter prazer”, aponta Renato Meirelles, Sócio-diretor do Data Popular.

Outra mudança significativa para essa classe social é sua inclusão digital. Enquanto as Casas Bahia focam em vendedores gritando na TV as ofertas (fórmula que funciona) os jovens das classes mais baixas são mais impactados pela web do que pela TV, o que mostra que em breve, esses novos consumidores vão ajudar no crescimento da web no país, inclusive no e-commerce; se 68% dos jovens das classes baixas estudam mais que seus pais, significa que o poder de decisão de consumo nas casas começa a mudar, o que pode ser refletido na web.

Mais um ponto para a web, que além de canal de vendas é relacionamento.É isso que esses consumidores querem, ou o Orkut para eles não seria um ítem essencial e o primeiro passo para a sua entrada na web.

Fonte: https://www.mundodomarketing.com.br/16,15482,estudos-apontam-para-mais-mudancas-do-consumidor.htm

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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