O primeiro planner do Brasil

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26 de julho de 2010
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E quando o cliente não gosta do seu planejamento?
3 de agosto de 2010
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Amigos.

Quando começei a estudar profudamente planejamento de comunicação, em 2006 (ao entrar no Bootcamp) tive uma conversa com um grande diretor de planejamento, Newton Nagumo na época na W/Brasil, hoje na JWT.

Newton me aconselhou a “comer” o livro A Arte do Planejamento de Jon Steel por esse ser o “papa” do planejamento de comunicação e o idealizador da área de planejamento da comunicação na agência em que trabalhava; modelo esse que se extendeu a todo o planeta: basicamente ele juntou a área de pesquisa e atendimento e fundou o departamento.

Esse livro, serve de referência para mim até hoje e inclusive foi um dos pilares para eu escrever o meu 1o livro PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL, lançado em Junho 2009 pela Ed Brasport.

Porém, preciso confessar o total desconhecimento de um “tal” Hélio Silveira da Motta, um publicitário, que faleceu em dezembro de 2008, aos 91 anos. Entre sua carreita, Motta passou por Almap, Talent, Denison e JWT.

Felizmente, essa semana o site CHMKT, ampla referência para nós planners, e na minha opinião, disparado o melhor site do mercado de planejamento do Brasil, publicou a história e teorias desse mestre do planejamento, que para muitos foi o primeiro e um dos mais brilhantes planners que o Brasil já teve.

Um caso que me chamou a atenção, na história desse profissional, foi o seu trabalho para Gillete, o que mostra que não é porque uma marca é líder de mercado que ela deve se acomodar e não mais investir em propaganda, Motta, mostra o contrário dessa teoria.

O texto abaixo é retirado do site CHMKT, mas é contado no livro Fazer Acontecer, de outro mestre do planejamento, Julio Ribeiro, CEO da Talent, uma das mais criativas e importantes agências do Brasil. O case é para a marca Gillete:

‘Estudando as pesquisas o Hélio descobriu que o brasileiro da época fazia a barba duas vezes por semana, em média. Fechou a pesquisa e marcou uma entrevista com o cliente, sem campanha, só com um pedaço de papel. Ele demonstrou que se, em vez de fazer campanhas sobre as qualidades do produto (que já possuia quase 100% do mercado) a Gillette fizesse uma campanha para incentivar os brasileiros a barbear-se com maior freqüência – uma vez a mais por semana -, a Gillette teria que construir outra fábrica. Aprovou o projeto sem fazer um layout. Foi com ele que eu aprendi a pensar. Foi com ele que começou o planejamento moderno de propaganda no Brasil.’

O cara nada mais fez do que pensou no negócio do cliente, entendeu, descobriu um problema e apresentou uma solução para o cliente. Algo que todos nós, planners, devemos estar sempre atentos para apresentar aos nossos clientes: “Você tem um problema e eu a solução”.

Bom, toda essa introdução na verdade foi para atentar não apenas ao material publicado pelo CHMKT e com continuidade no site Uma coisa e outra – do mercado publicitário também – mas também para o fato de que devemos sempre estar atentos no negócio do cliente, e não é porque o cliente é líder de mercado, que devemos relaxar. Devemos estar SEMPRE atentos.

Para ler na íntegra sobre esse brilhante profissional, clique nos links abaixo:
CHMKT
UMA COISA E OUTRA

Já está a venda o meu livro PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL (Ed. Brasport). Adquira já o seu!

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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