O que o consumidor quer do celular?

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Amigos.

Sexta-feira é um dia relax… o ritmo de trabalho tem a tendência de ser mais tranquilo, mais calmo, afinal, amanhã é sábado, dia de descansar, curtir e relaxar.

Por isso, as 6as penso em fazer uma sessão no blog chamada “Compartilhando idéias” onde vou colocar na íntegra matérias interessantes que leio nas inúmeras fontes de referência que acompanho diariamente.

Hoje, será do site Mundo do Marketing, o qual eu tenho um bom relacionamento com o Bruno
Mello editor-chefe do site. De vez enquando eu me aventuro a escrever para o site alguns artigos.

Abraços
Felipe Morais

O que o consumidor quer do celular?

Por Thiago Terra
thiago@mundodomarketing.com.br

No Brasil, a quantidade de produtos lançados nos mais diferentes mercados é muito grande e chega a cerca de 11 mil, porém entre 60% e 75% deles não chegam a completar dois anos de vida. Além disso, o interesse dos consumidores em experimentar novos produtos diminuiu 25% de 2005 pra cá. Com este cenário aparentemente desfavorável para as empresas, nem tudo está perdido. Basta que as empresas inclinadas a lançar novos produtos em seu mercado atentem para a necessidade decorrente do cenário, ou seja, a relevância das inovações precisam primeiro entender e aplicar instrumentos que permitam um “vislumbre” do futuro.

No mercado de telecomunicações, por exemplo, a Coréia já utiliza a rede 3G e o número de usuários só de aplicativos para músicas atinge 70% do público adepto à esta inovação. Este é uma das informações apuradas pela TNS InterScience em pesquisa conduzida em 30 países, com mais de 16 mil entrevistados. A GTI Telecom 2007/08 investigou o perfil e os hábitos de uso do usuário de telefonia móvel, critérios de compra de aparelhos e o envolvimento com as marcas.

No Brasil, o estudo mostrou que apesar do alto índice de uso dos aplicativos para o celular, o download não é o serviço mais usado para adquirir músicas. 22% dos usuários transferem os arquivos do – e para o – computador, conhecido como sideload. A pesquisa ainda constatou que as mensagens de texto (SMS) e e-mail podem estar próximas do fim, pois 31% dos latinos que responderam a GTI Telecom 2007/08 demonstraram interesse em usar mensagens instantâneas pelo celular.

Grupos de consumidores
A pesquisa da TNS InterScience definiu em grupos os possíveis consumidores das novas tendências, assim como aponta o público que ainda não tem a sensibilidade para avaliar o que será útil ao mercado. Sendo assim, o FutureView funciona como uma forma eficaz de entender e planejar ações no futuro. É um modelo que serve para identificar as pessoas que vão ilustrar o futuro do próprio mercado em que atua.

Definidos como Early Adopters, estes consumidores absorverão as novas idéias e novos produtos com mais rapidez, mas o interesse deles por vezes é passageiro e se resume apenas na novidade. Os Future Shapers são curiosos e defendem novas idéias. Entre eles há, porém uma coisa em comum. Todos fazem parte do perfil dos novos consumidores porque valorizam a autenticidade e originalidade de produtos e marcas, tem mais informação e envolvimento com o que compram, gostam de inovação, praticidade e aderiram à responsabilidade sócio-ambiental.

O perfil dos consumidores brasileiros mudou de fato, desde a chegada da Internet no país. Com ela, 70% dos entrevistados pesquisam informações sobre produtos e serviços que pretendem comprar. Os mais antenados – Future Shapers segundo a GTI 07/08 -, têm prazer em descobrir antes e contar sobre as novas opções de produtos e serviços para amigos e familiares. Portanto, estes consumidores podem ajudar bastante em ações de lançamentos ou inovações em pesquisas para avaliar o grau de inovação, o conceito, chances e garantias futuras de aceitação do mercado.

Outros hábitos definem o perfil
A GTI fez ainda um estudo sobre o consumo de outras categorias como alimentos, personal care – cuidados pessoais -, bebidas e home care – cuidados para o lar para avaliar o perfil destes consumidores de uma forma mais detalhada. Segundo o estudo, produtos relacionados aos cuidados pessoais são os líderes no ranking de intenção de compra, enquanto os cuidados com o lar aparecem nas últimas colocações. Com base nestes dados, Karina Milaré, Diretora de Planejamento da TNS InterScience, afirma que a avaliação da produção seria negativa. “A primeira reação nas empresas seria julgar o investimento como algo sem força para se sustentar”, diz a executiva.

O setor financeiro também foi alvo da pesquisa da TNS, em especial os cartões de crédito e seus benefícios. Para os Future Shapers, isto não basta para caracterizar uma inovação. De acordo com Karina, é preciso que os benefícios se tornem também funcionais. “Atributos funcionais e uma proposta de estilo de vida tornam-se uma oportunidade se estiverem em uma estratégia combinada”, conta.

O celular aparece na lista ao pesquisar quais as frustrações dos usuários ao usar o Vídeo-Phone. O principal problema destes aparelhos é que o consumidor não gostou de ter que andar na rua olhando para a tela do celular. Foi criado um workshop para avaliar as modificações mais plausíveis para o consumidor como design, usabilidade e necessidades futuras. O envolvimento com os usuários foi tão grande que o evento recebeu idéias deles para aparelhos com tela touch-screen two side, resolução de TV de plasma, bateria movida a energia solar, entre outras. “Os Future Shapers buscam produtos que permitem maior customização e interatividade”, avalia Karina Milaré em entrevista ao Mundo do Marketing.

Com os dados e sugestões colhidas, foi possível avaliar a necessidade dos consumidores em novos formatos de baterias com mais durabilidade, qualidade de som e imagem e mais tempo para vídeos. “Notamos que tudo tinha uma razão e que as empresas devem priorizar idéias inovadoras”, explica a Diretora de planejamento da TNS InterScience.

Preferências que determinam a compra
Uma outra ferramenta que mereceu destaque na pesquisa da TNS foram os mecanismos de mensagens instantâneas. De acordo com Renato Trindade, Diretor da TNS InterScience Telecom&TI, a Ásia é um laboratório de tendências para as empresas de tecnologia que são responsáveis pela quebra de geração. Ou seja, hoje é comum para as pessoas usar o Instant Messanger – IM – no trabalho sem perder a concentração. “É difícil para os mais velhos entender que a pessoa que usa este serviço pode ou não responder a chamada na hora. Isto é uma mudança de geração”, explica Trindade.

O executivo aponta para o Brasil como um dos maiores mercados do mundo com 49% das pessoas trocando de celular em um espaço entre 18 meses. Com a procura intensa por novas tecnologias que caibam no bolso, o consumidor logo estará aplicando o IM nos aparelhos celulares, criando a migração do computador para o celular. No nosso país o diferencial que mais chama a atenção do consumidor na hora de escolher o seu novo aparelho é a configuração da máquina digital. “No Brasil é a câmera fotográfica e nos EUA é o serviço de troca de e-mail”, conta Trindade.

A capacidade de comportar músicas em formato MP3 é a preocupação de 78% dos usuários de Hong Kong quando pensam em trocar de aparelho. “A maioria dos consumidores em Hong Kong adquirem as músicas através de sideload e não pelo download de arquivos”, ressalta o Diretor da TNS InterScience Telecom&TI.


Mundo do Marketing: Publicado em 26/3/2008

Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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