Ouvir a revenda é importante!

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Amigos.

Estou compartilhando aqui no Blog algo que aconteceu comigo na semana passada. Estou participando de uma concorrência e um fator mudou tudo na minha estratégia. Fiquei muito empolgado com isso, mudei todo o rumo do planejamento no mesmo dia

Nas minhas aulas e palestras eu sempre falo para meus alunos que nós planners temos que sair da frente do computador para entender quem realmente são nossos consumidores. Quem teve aula comigo já viu eu usando a foto da 25 de março para ilustrar a frase “o povo está na rua, não apenas atrás do computador. TGI, Marplan, ComScore, Ibope são ferramentas maravilhosas, mas falar com o consumidor, olho no olho, vale muito mais a pena!

Essa semana o que aconteceu foi isso. Dificilmente agências digitais possuem ferramenas de pesquisa como as acima comentadas. São caras e nem sempre o online tem a mesma importância para o cliente que o offline, logos os imvestimentos são menores. Mas esse é um assunto para outro post.

Fácil falar. Dificil fazer. Estava com o brief na mão e estudando o possível público de um determinado produto.

Na minha percepção era um tipo de público. O produto passa essa impressão. Comecei a estudar a fundo o público, conversei por 2 vezes com o cliente que disse Ok ao esteriótipo que tinha feito, ao modelo que usei como persona.

Acreditava estar no caminho mais do que certo. Cheguei a achar um estudo sensacional de uma tese de mestrado da USP sobre esse público para defender as impressões. Estava feliz, todos tinham aprovado o meu perfil de público, porém, essa semana tudo mudou.

Pedi ao cliente para que fosse a uma loja conversar com o gerente geral. A loja tem uma representividade enorme no faturamento da marca e esse gerente está na loja desde o começo, ou seja, cada pessoa que passou na loja ele conhece. Cada um que comprou o produto ele sabe quem é. Chamei uma pessoa da criação e fomos entrevistar esse gerente.

Logo de cara, sem fazer nenhuma pergunta ele me disse em tom de brincadeira que um determinado público que todo mundo acha que compra o produto nem passa perto da loja. Gelei, pois era exatamente o perfil que tinha desenhado.

O gerente então começou a me falar quem era o real comprador do produto e me mostrou 10 pessoas que estavam na loja comprando. Todos o mesmo perfil de idade, bem acima do que eu imaginava. Chamou na sala 3 vendedoras, que ganharam prêmios em 2010 como as 3 melhores vendedoras do Brasil e todas foram unânimes em afirmar quem compra o produto, porque, quando, como usam, como indicam e como chegam a loja.

Todos nos informaram até as dúvidas, desejos e anseios dos consumidores e as necessidades que eles (lojistas) tem para fazer com que aumente o fluxo nas lojas. Isso é geral para todas as unidades da marca no Brasil. Eles conversam muito em convenções e trocam experiências por e-mail com outros gerentes.

Vivenciei ali, na loja, por cerca de 1h, o que acontece na vida real. Voltei para a agência muito empolgado e o criativo também. Sentamos com a equipe do projeto, passamos as impressões e o que nos foi dito. Mudamos o planejamento, estamos mais confiantes e apoiado em vivência!

Bom, escrevi recentemente um artigo sobre o tema no site CHMKT, espero que possa complementar esse post.

Já está a venda o meu livro PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL (Ed. Brasport). Adquira já o seu.

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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