Google compra Double Click. E agora?

Amigos.

Após um ano e meio do anúncio da intenção de compra da Double Click pelo Google, finalmente a operação de cerca de 3,1 bilhões de dólares foi aprovada pela União Européia.

Assim, o Google adquire mais uma empresa para o seu império da comunicação digital, dando mais ênfase a minha teoria de que o Google quer sim dominar o mundo. Afinal, quem tem o poder é quem tem a informação e isso o Google tem de sobra.

A compra da Double Click está ajudando no faturamento da empresa, que no final do ano passado, ficou abaixo do esperado, suas ações despencaram mais 300 dólares em relação a cotação mais alta alcançada.

Os rumores da compra do Yahoo! pelo MSN, principal concorrente do Google impulsionaram
a compra da Double Click, pois caso a negociação MSN – Yahoo! seja concluída isso tiraria
do Google a sua liderança em buscas e serviços. Ao que parece o Yahoo! voltou a conversar
com o MSN sobre a aquisição.

A compra da Double Click, uma gigante no marketing digital vem de encontro também com
estratégias usadas pela concorrência (MSN, Yahoo, AOL) que recentemente adquiriram empresas do mesmo porte.

O DoubleClick provê produtos e serviços que permitem que web publishers, publicitários online e agências gerenciem seus esforços de marketing digital. Sua divisão Dart oferece ferramentas e serviços tanto para a compra como para a venda de propaganda, e a divisão Performics tem foco em marketing de máquinas de pesquisa e pagamentos por clique, área na qual o Google é especializado.

Com a aquisição confirmada, o Google já anunciou o seu Adserver para o mercado mundial ainda esse ano.

É esperar para ver.

Abraços
Felipe Morais

E o SL ainda sobrevive?

Amigos.

Eu sempre fui um defensor do Second Life.
Na época que o IG e a Kaizen Games fecharam a parceria para trazer o “metauniverso” ao usuários brasileiros (ok, traduzido em português, porque o SL já era uma febre) eu fui um dos defensores de campanhas – bem feitas – nessa novidade. Pena que para a Internet tudo que é novo, a começar pela própria, assusta aos anunciantes. Pena mesmo.

Durante quase um ano desse lançamento ouviu-se muito falar sobre o SL, o Brasil em pouquíssimo tempo já estava entre os 5 países com mais avatars (perfil no jogo) no planeta. Bom, isso nem é tanta novidade porque, nós brasileiros, somos apaixonados pela web. Basta ver onde o MSN, Orkut, Google são mais acessados…

O site do IDGNow, uma grande e obrigatória referência para os publicitários interativos (o qual me incluo) publicou um estudo sobre esses 11 meses de SL no Brasil. Parece que as coisas não vão muito bem para o metauniverso…afinal, em outubro passado apenas 50 mil avatares estavam ativos. Com certeza, o Brasil não é mais um dos países com mais acesso a 2a vida.

Link da matéria: https://idgnow.uol.com.br/internet/2008/03/13/201csecond-life-2-0201d-aposta-em-acoes-de-medio-prazo-para-publicos-menores/

Abraços
Felipe Morais

Convergência entre mídias. E agências?

Amigos.

A convergência entre mídias não é mais nenhuma novidade no mercado, mesmo que ontem no Proxxima (Encontro Internacional de Comunicação Digital) tenham tratado isso como uma das tendências e novidades do online. Na minha opinião isso já foi tendência a muito tempo.

Um mesmo cliente fazer uma ação usando 3 ou 4 agências ao mesmo tempo também é algo comum no mercado, mesmo porque os grandes anunciantes dificilmente trabalham com apenas uma agência. Eu trabalhei com Nestlé, que na época trabalhava com 5 agências – de ponta- de propaganda (Publicis, Thompson, Talent, McCann e W/Brasil – com garoto). Essa prática, de fazer com que agências se alinhem em torno da campanha é normal, ok, mas e quando 3 clientes de 3 segmentos diferentes resolvem se unir para lançar um só produto? Como ficam? Pode até acontecer de todos estarem na mesma agência (o que deixaria qualquer dono de agência feliz) mas e quando não estão?

A matéria publicada no PORTAL DA PROPAGANDA de hoje conta um pouco dessa ação. Não é novidade, capaz até de terem outras campanhas de clientes de segmentos diferentes agindo da mesma forma, mas chama a atenção…

Microsoft, Motorola e Vivo querem unir Africa, McCann Erickson, Ogilvy e Y&R no lançamento de Windows Live para celulares – Karan Novas

Mobilidade e convergência foram as palavras mais utilizadas pelos executivos de Motorola, Vivo e Microsoft para apresentar nesta terça-feira, 11 de março, uma parceria inédita. As empresas se juntaram para lançar os serviços Windows Live, conhecidos de longa data pelos usuários de internet, agora para a tela dos celulares.

Como conseqüência da soma de competências dos três parceiros, os clientes que tiverem aparelhos do fabricante habilitados pela operadora poderão bater papo com seus amigos em qualquer lugar – que haja sinal – pelo MSN Messenger, além de ler e-mails e atualizar, inclusive com fotos, seu My Space, rede social da Microsoft vinculada ao mensageiro instantâneo.

No início, oito celulares da Motorola estão habilitados para baixar o aplicativo já disponível no portal de navegação da Vivo e ter acesso às três ferramentas citadas (A1200E, K1, Z6, V8, W5, W510, U6 e U9). Para o principal deles, o recém-lançado Motorokr U9, o sistema já vem de fábrica no celular, assim como conteúdos exclusivos de música.

Procurando atingir principalmente o público jovem, seja qual for seu plano de minutos, a operadora chegou à cifra de R$ 8,90 para disponibilizar ilimitadamente os serviços. O cliente poderá, portanto, ficar conectado ao mensageiro instantâneo por quanto tempo quiser, recebendo e-mails em tempo real e checando sua página pessoal sem ser cobrada nenhuma tarifa além do valor citado.

“Nosso objetivo é conseguir levar nossos serviços para todas as plataformas possíveis. Hoje, o MSN Messenger tem cerca de 34 milhões de usuários no País, o que significa que três em cada quatro internautas ativos utilizam a ferramenta”, comemora Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor geral do grupo de serviços on-line da Microsoft Brasil.

Alexandre Fernandes, diretor de produtos e serviços da Vivo, aposta todas as suas fichas no produto, acreditando ainda que a base de usuários dos programas poderá crescer em progressão geométrica. “Com o serviço que a Vivo passa a oferecer aos clientes, não será mais necessário chegar a um computador para enviar ou ler um e-mail importante, o que aumenta muito a produtividade e mobilidade de nossos clientes. Se hoje existem 122 milhões de linhas ativas de celulares no Brasil, imaginem quantas pessoas terão seu primeiro contato com o MSN, por exemplo, pelo celular, já que não possuem computadores e poderão acessar tais serviços por R$ 8,90”, ressalta o executivo.

Já que o serviço procura ser acessível para todos – os usuários de aparelhos Motorola e habilitados pela Vivo, pelo menos por enquanto –, nada melhor que uma campanha publicitária para apresentar a novidade ao público. Antes da campanha, porém, vem a dúvida: qual agência mereceria a confiança das três empresas, conjuntamente, para se dedicar à criação das mensagens e gestão da verba de veiculação? A Ogilvy & Mather Brasil, que atende Motorola? A Africa e a Young & Rubicam, que atendem a Vivo? Ou a McCann Erickson, que cuida da comunicação de Microsoft?

Eis a resposta dada por Loredana Mariotto, diretora de varejo e de produtos móveis da Motorola Brasil: “Toda a comunicação referente à parceria será feita em conjunto e lançada até o final de março, privilegiando mídia impressa e, principalmente, on-line, aproveitando os recursos do MSN Messenger, do Hotmail e do Spaces”.

Quem vai se beneficiar com isso é o usuário, que por um valor bem pequeno vai ter acesso a Internet, mas para nós, publicitários, o interessante é ver agências concorrentes entre si, que são grandes players do mercado, dividindo as idéias criativas, metodologias de trabalho, planejamentos de mídia, estratégico… olha, vai ser um “samba do criolo doido” mas com certeza, são agências capazes de criar uma campanha maravilhosa!!

Abraços
Felipe Morais