Por que as marcas tem que estar no E-commerce?

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Amigos

Há pouco tempo tive uma solicitação de um planejamento de uma agência de um amigo em que eles precisavam provar para um cliente que o e-commerce seria uma boa estratégia de negócios para a marca. Os diretores não são brasileiros e pouco conhecem a internet no Brasil, porém, a marca possui excelentes números em vendas online. Comparar o Brasil e EUA por exemplo, no e-commerce, é a mesma coisa que comparar um Uno (Brasil) com uma Ferrari (EUA).

Desculpem os mega patriotas, mas os americanos estão muito a nossa frente nessa unidade de negócios. Quer a prova? Vamos a números: enquanto o Brasil pula de alegria com 20 bilhões de reais em vendas ao ano, os EUA farão isso apenas no Natal.

A minha missão, junto a agência desse amigo, era mostrar porque essa marca deveria entrar no e-commerce, sendo que na loja física o faturamento mensal é avassalador e sinceramente nem em 3 anos sua loja virtual vai chegar a esse faturamento. Posso estar errado, mas prefiro ser conservador a propor algo que eu não esteja seguro para defender. Em um rápido estudo, vimos que essa nova unidade de negócios pode sim ser lucrativa em pouco tempo. Em 6 meses, mais ou menos, os lucros vão pagar a estrutura, marketing e ainda gerar lucro de até 10%. Excelente para a movimentação que foi prevista.

Mas esse nem foi o grande problema. O problema estava em responder a pergunta que deu origem a esse artigo “mas por que entrar?” E a resposta foi “pelo potencial do mercado”. Claro que não posso abrir nada do cliente (por mais curiosos que vocês estejam) mas essa marca tem vários fatores que potencializam seu negócio, porém, o que eu mais defendi – por só ter números desse fator – foi o potencial do e-commerce no Brasil.

Apenas 3 números foram o suficientes: 192 milhões de Brasileiros, desses 85 milhões acessam a web, desses 30 milhões comprarão algo até o fim de 2011. Só isso é o suficiente? Claro que não, mas já dá para ter uma noção do potencial que estamos.

Depois foi mais “simples” comprovar o crescimento do consumidor na web, a evolução. Mostrar que pulamos de 40 para 85 milhões em 4 anos, que podemos chegar a 120 milhões em 3 anos, que o mercado de e-commerce cresce em e-consumidores quase 40% ao ano e 20% de faturamento. Mostrar que ninguém tem grandes inovações (salvo o Submarino.com) e que a entrega no Brasil está tão defasada que empresas que a fazem bem, se destacam. Está ai a Netshoes que não me deixa mentir.

No fundo, o projeto que fizemos nesse primeiro momento não é exatamente um planejamento estratégico digital, por mais que foi apresentado análise de cenário, concorrência e até um profundo estudo sobre comportamento do consumidor online, dados de pesquisas sobre como e porque as pessoas usam a web (sim, saímos do público-alvo Homens, classe AB 25+), desenho tático de comunicação e análise de ROI, ainda sim o foco da apresentação foi mostrar diante desse cenário como a agência do meu amigo vai trabalhar com a marca, desde a construção da loja, passando pela manutenção e os pilares que eles vão tomar conta.

Mas a pergunta foi respondida? Bom, nesse caso foi sim, afinal provamos com dados, números, análises específicas para essa marca a importância. Ainda não sei se a marca topou entrar, pois essa é uma concorrência para 2012, mas pelo menos fechei o Power Point com a certeza de ter respondido a questão da marca.

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe
Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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