Você sabe quem entra no seu site?

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Livro: Planejamento Estratégico Digital
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Dica da Semana
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Amigos

Primeiramente quero me desculpar por não ter postado ontem, mas imprevistos familiares me impossibilitaram de escrever, entretanto hoje já estou de volta com um assunto MUITO RELEVANTE para os planejadores que leem esse blog.

Entender o comportamento do consumidor é um dos principais papéis do profissonal de planejamento, ao lado de pesquisas, são as obrigações diárias do profissional de planejamento estratégico digital.

Fazer as estratégias, ter boas idéias, grandes insights é a parte legal do processo, é a parte “gostosa” mas sem a lição de casa feita, as estratégias tendem ao fracasso.

E não é isso que os planejadores digitais desejam para suas marcas, correto?

Saber exatamente o que deseja o seu consumidor, quando ele entra no seu site ou clica em algum banner (entenda banner como todas as peças de mídia online) é fundamental para poder lhe oferecer o que ele quer, assim fidelizar o cliente e também retê-lo ao máximo no seu site.

Digamos que um usuário busque no Google “planejamento digital” e caia nesse blog. Se ele ficou por mais de 2 ou 3 minutos é porque o conteúdo lhe interessou.

Se esse mesmo usuário entrou no site da Tecnisa e ficou 5 ou 6 minutos, é porque os apartamentos da empresa lhe interessaram. Há grandes chances desse usuário se tornar um comprador da empresa, basta que a Tecnisa saiba trabalhar isso, aliás, usei essa marca como exemplo por ser uma empresa que trabalha muito bem a web.

Até um tempo atrás entender esse consumidor era analisar o relatório de Google Analytics ou qualquer outro AdServer que sua empresa possui como Unica ou Predicta. Sabia-se algumas informações e isso estava suficiente para a tomada de decisão.

Porém agora, um novo conceito chega ao mercado e cabe aos planners de plantão saberem exatamente do que se trata: Behavioral Target (BT)

Segundo matéria publicada no site iMasters: “Esse sistema estuda o comportamento do consumidor enquanto ele interage no ambiente online; estuda todas as ações, compras feitas e páginas visitadas num website. A coleta destas informações personalizadas favorece o estabelecimento de um processo “padrão” de relacionamento com seus consumidores. Como estes padrões não se modificam, a tecnologia envolvida torna o ambiente de navegação mais agradável e personalizado para cada visitante, potencializando as oportunidades de negócio e solidificando relacionamentos”.

Algo que deve ser dito é que não basta fazer uma estratégia de BT apenas por fazer, só porque o nome parece importante. O planner deve ter a capacidade de transformar os dados que o sistema lhe oferece em INFORMAÇÃO e depois saber como usar.

Entender qual o objetivo da marca no ambiente digital e usar essas informações em benefício do sucesso da campanha. É ter a possibilidade de oferecer um produto ou serviço para quem realmente está buscando, talvez de uma maneira mais efetiva que Links Patrocinados.

Suponha que a pessoa entrou no site da Tecnisa. Se essa usa BT, pode ver que a pessoa que entrou lá já buscou tanto no site como em outros lugares “apartamento 2 dormitórios no Ipiranga”. Se a Tecnisa tem esse produto, ele pode aparecer na home do site, logo que o usuário acessar, ao passo que para outro usuário pode aparecer um banner de um apartamento de 4 dormitórios na região da Av. Paulista, pois o sistema entendeu que esse usuário possui uma intenção de ver apartamentos desse tipo.

Um dado interessante na matéria da iMasters, que eu não tinha lido ainda, apesar de estar iniciando pesquisas sobre o conceito de BT é que: “Os inputs dos veículos de comunicação e redes sociais são importantíssimos, porque eles conhecem seu público melhor do que ninguém. Estes sabem como usar as informações de usuários anônimos de uma forma criativa e eficaz, em benefício de seus anunciantes”.

Ou seja, não basta apenas analisar o seu público quando ele entra no seu site, é preciso saber de onde ele veio e para onde ele vai, além de claro, saber o que ele FALA na web, tanto sobre a marca X ou Y como também sobre o que ele pensa, o que ele quer, o que sente e como age.

Em um ambiente altamente competitivo como o mercado de consumo quanto mais você conhecer o seu consumidor, quanto mais você entender cada um deles, maior serão as suas vantagens competitivas perante a concorrência.

Quem sai na frente, tende a levar vantagem desde que saiba como conduzir o processo, que é sempre bom lembrar NUNCA TEM FIM!

Entretanto, não ache que BT, métricas de sites, engagement map ROI e um bom plano de mídia vão construir uma marca na web ou aumentar as vendas de um ou outro produto. É preciso planejar, é preciso entender o que está acontecendo e saber o que o consumidor deseja e lhe oferecer benefícios. Caso o contrário, a concorrência o fará e a marca perderá esse consumidor.

Planejamento é ligar o consumidor a marca. Com relação a marca, você sabe o que está acontecendo com ela, para onde ela quer ir, pois o diretor de marketing da empresa já lhe passou isso, mas e o consumidor?

E esse novo consumidor digital que além de muito mais exigente está – querendo as marcas ou não – participando da construção da marca na web, na produção de conteúdo e na divulgação da mensagem.

Existem diversas ferramentas como o BT, por exemplo, que vão ajudar o planner nas tomadas de decisão, mas cabe a esse planner saber como analisar as informações e traduzir isso para uma estratégia “matadora”.

Um pouco de jabá, mas em meu livro eu ensino tudo isso!

“Quer participar da festa de lançamento do meu livro: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL, em Abril?
Faça como muitas pessoas, mande um e-mail para felipemorais2309@gmail.com e se cadastre.
Enviarei um convite com maior prazer”

Abraços
Felipe Morais

Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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