Acredite no Podcast

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Acredite no Podcast. Apenas isso que posso falar para você que está lendo esse artigo. Aliás, obrigado pela audiência. Não estou falando apenas isso do Podcast por causa de Flow, PodPah ou Ticaracacast, esses estão surfando uma onda, com muita competência e incentivando que outras empresas entrem nesse mercado.

De fato, o Podcast não é algo novo, mas o seu formato, como os acima citados, sim. Antes, o que estávamos acostumados era apenas com o audio. Eu mesmo criei um com meus queridos amigos Lucas e Euripedes, onde falávamos de marketing digital de um jeito leve e muito legal, mas com as agendas lotadas de trabalhos, aulas, palestras, livros dos 3, além de cuidar das nossas famílias o projeto foi descontinuado.

Me lembro que nosso ponto alto foi ter conversado com o personagem do case da Brastemp, em 2010, que foi Trend Topics mundial, Sr. Osvaldo Borelli. O case, para quem não se lembra foi dele colocando um vídeo no YouTube contando que a marca não resolvia o problema dele com a sua geladeira. Em 2 dias, a marca virou Trend Topics e no dia que isso ocorreu, o “Ninja” Lucas conseguiu uma exclusiva com ele.

Esse modelo em que uma, ou várias, pessoas conversavam e as pessoas poderiam consumir apenas o áudio caiu um pouco em desuso. O Pânico, na Rádio Jovem Pan, começou em 2000 filmar dentro do estúdio e transmitir ao vivo no YouTube de forma simultânea com o rádio, era o inicio do que vemos hoje o formato do Podcast.

Moda passageira?

Sinceramente, eu Felipe Morais, hoje, duvido dessa afirmação. Eu acho que o Podcast se consolidou de uma forma única. Claro que, como tudo na vida, alguns vão ter mais acessos e ser mais conhecido do que outros, isso ocorre em todos os mercados, não seria o Podcast que mudaria isso.

Com a chegada de novas plataformas, como o Metaverso, por exemplo, há muito o que essa ferramenta evoluir, mas acreditar que ela é uma mídia que em breve perca o interesse difícil, pois ela é baseada em um pilar que o ser humano ama: histórias.

Assim como o Pânico foi uma evolução do que o Podcast era para o que é, o programa “Que História é essa, Porchat” do humorista Fábio Porchat é um formato diferente, pois transmite na TV, o que o Podcast é na Internet. Os meios estão cada dia mais convergindo. Me lembro, em 2010, a palavra transmidia era a febre do momento, com o tempo foram tantas coisas surgindo que ela caiu em desuso, mas a sua aplicabilidade só cresce.

Outra evolução para esse segmento é que agora, as marcas estão migrando do patrocínio, para criar seus próprios Podcasts, dentro de uma estratégia que todos tem cada dia mais usado, a geração  de conteúdo, algo que meu querido amigo Rafael Rez há tanto tempo fala. Acredite no Podcast, confie nisso como uma arma de conteúdo.

Segundo uma matéria do Jornal Meio&Mensagem, um veículo de leitura obrigatória para qualquer profissional que trabalha com o mercado de comunicação e marketing marcas como Nubank, Pepsico e Philips já aderiram ao formato do Podcast. E quem mais pode entrar nessa? Sinceramente, qualquer marca!

Segundos os dados da Podcast Insights 2021, existem mais de dois milhões de programas de formato podcast disponíveis na web, espalhados em algumas dezenas de aplicativos como Spotify, Orelo e Google Podcasts. A pesquisa fala do mundo e não apenas no Brasil.

Conte a sua história 

Toda a marca tem uma história. As melhores histórias criam as melhores marcas, esse é um conceito que o branding muito claro para qualquer um que atue nessa área. A pesquisa do Meio&Mensagem aponta para “picos de audiência dos programas nesse formato são, principalmente, no período da manhã (entre 8h e 11h). Além de se preocupar com os estilos de programa – entrevistas, debates, mesas redondas até mesmo imersões por meio de histórias – as marcas passaram a se preocupar com os contextos e momentos do público-alvo ao dar play no episódio”.

A Philips, criou um projeto que vai além das vendas. Se você quer montar um Podcast para ser um “Shoptime” ou seja, um canalO que é infotenimento? só de vendas, nem comece, a chance desse Podcast dar certo é a mesma do Ituano golear o Real Madrid na final do mundial. É preciso trazer conteúdo relevante, aliás, a soma dessas palavras, para mim, é o mais importante conceito a ser trabalhado no universo digital. E por meio da sua agência, ID/TBWA, a Philips entendeu esse conceito, e assim como estamos defendendo aqui, a marca acredita no Podcast.

Os episódios do Podcast trazem mulheres de diferentes formações, regiões, famílias e crenças para contar suas experiências e relatar os momentos de inseguranças e alegrias durante a gestação, segundo Alessandra Santana, diretora executiva da agência em depoimento a matéria do Meio&Mensagem.

Mostre a sua empresa

A palavra propósito ganhou força no universo do branding. Um dos pilares desse conceito é mostrar o quanto as marcas se preocupam com seus colaboradores. Dentro desse universo o PEPcast, da Pepsi, traz um formato de entrevista com a participação de funcionários, profissionais do mercado e influenciadores convidados, bem similar aos grandes Podcasts, como o Flow, mas dando voz a quem constrói a Pepsi no Brasil.

Com estratégias digitais, sites consistentes transmitem confiança aos consumidores, fundamental para obter sucesso no universo onlineSe você analisar no momento 1, talvez avalie que esse tipo de ação não seja algo que vá aumentar as vendas, mas o branding nunca olha no momento 1, mas sim, no 2,3,4,5,6,7… ou seja, um estrategista da marcas, olha hoje, mas pensa no futuro, afinal, todos os dias, todas as ações, tudo o que é feito para a marca está a construindo.

Por exemplo, esse post que você está lendo agora, é uma ação para fortalecer o meu posicionamento como especialista em marketing e branding digital. Eu não espero que uma pessoa leia esse artigo, me ligue e marquemos uma reunião para eu atender a sua empresa, esse é o momento 1, mas penso que quando eu estiver negociando um novo cliente para a FM CONSULTORIA, esse tipo de conteúdo, assim como meus livros, darão mais confiança para a contratação da minha empresa, uma vez que a forma com a qual eu penso está espalhada através de artigos – aqui em outros sites – em livros, aulas, palestras e seminários.

Com as marcas, isso ocorre de uma maneira muito maior, sem dúvida, mas uso esse exemplo para que você entenda que se isso funciona para uma marca pessoal, imagina para uma empresa.

Acredite no Podcast

Segundo uma pesquisa do Portal Exame, são mais de 30 milhões de ouvintes, o Brasil é o terceiro que mais consome Podcast no mundo, ficando atrás apenas da Suécia e Irlanda, mostra pesquisa. Mais de 40% dos brasileiros escutaram podcast pelo menos uma vez nos últimos 12 meses. Um número que não pode ser desprezado.

O Spotifty lidera com 25% de participação no mercado. O Apple Podcasts fica em segunda posição com 20% e em seguida o Google Podcasts com 16%, porém, uma dica para quem produz o conteúdo de Podcast é oferecer o conteúdo em todas as plataformas.

O retorno do PodCastDiferente do que muitos, assim como eu, acham, o Podcast mais ouvido não é o Flow ou PodPah, referencias no mercado publicitário. O Horóscopo Hoje, que conta diariamente sobre previsões dos signos, foi podcast mais ouvido do Brasil no último ano. Em segundo lugar ficou o podcast Mano a Mano, um podcast de entrevistas do Mano Brown. Os podcasts: Flow, Primocast e Café da Manhã, ficaram na 3ª, 4ª e 5ª colocação, respectivamente.

O meu preferido Ticaracaticast, não figura entre os 5, mesmo com 1,13 milhões de inscritos no canal. O Horóscopo Hoje podcast, nem no YouTube está, acaba sendo oferecido nas plataformas tradicionais, o que mostra que mesmo com a evolução da forma de apresentar, o formato tradicional ainda tem espaço.

Dificilmente as pessoas ouvem o Podcast, sentados na frente do computador. O celular é a ferramenta mais usada para isso, afinal, segundo pesquisas a grande maioria dos ouvintes de podcast, consomem o conteúdo em paralelo com outras atividades, como em tarefas domésticas, ao navegar com a internet e enquanto trabalham ou estudam.

Os ouvintes preferem as entrevistas com convidados, com 55% da preferência. A narrativa de histórias reais e mesa redonda, seguem em segunda e terceira posição, algo que os Podcasts de grande audiência tem feito com muita maestria. O humor é um elemento que conecta muito as pessoas, que prende e que consegue passar a mensagem.

Quando usado de uma forma inteligente, não tem como dar errado, não à toa, Danilo Gentilli está ganhando da Globo diariamente, algo que nem o genial Jô Soares conseguiu no mesmo SBT, com um programa similar, aliás, Danilo nunca escondeu o quanto Jô o inspirou e nem o Jô escondeu a admiração pelo trabalho do humorista.

Sua marca pode criar um Podcast?

Para encerrar esse assunto, queria passar que sua marca pode ser a padaria da esquina ou a multinacional do setor de tecnologia, não importa o tamanho, mas sim a história que você vai contar; claro que uma marca com milhões de reais em investimento de mídia, tem mais seguidores nas Redes Sociais, tem mais verba de mídia do que as pequenas empresas, com isso, as chances de maiores audiências é fato, porém, toda a marca tem uma história a ser contada.

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Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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