Metaverso. Tendência ou realidade?

7 destaques da NRF 2022
6 destaques da NRF 2022
26 de janeiro de 2022
Por que a sua empresa precisa de branding
Por que a sua empresa precisa de branding
5 de março de 2022

Metaverso: tendência ou realidade? Esse é o tema mais falado no universo do marketing e varejo em 2022. Para quem, como eu, acompanhou alguns insights da NRF (National Retail Federation) desse ano sabe bem o que estou falando.

Como toda a novidade, esse é um tema muito novo e por isso gera um debate enorme entre as pessoas:
– Para alguns, o Metaverso é uma novidade.
– Para outros, como eu, ele já existe há tempos, mas graças aos games, ele ganhou em 2022 uma grande proporção.
– Há ainda a ala dos que acham que será apenas um tema para palestras e não sairá disso.

Não há certo ou errado, apenas o tempo dirá. O problema no Brasil é que tem muita gente que se mostra entusiasta nas novidades mas na hora de executar, destina a verba em patrocínio de post no Instagram e campanha no Google. E essa pessoa ainda se acha altamente inovadora pois leu um artigo sobre o tema é já se acha um grande especialista.

Eu não me coloco como especialista, apenas escrevo esse artigo baseado em estudo e opinião, afinal, essa é a definição de um artigo.

Segundo uma matéria do Portal Exame, uma das revistas mais importantes do mundo dos negócios, “4,9 milhões de brasileiros já estão inseridos em alguma versão do Metaverso”.

Se compararmos ao número de pessoas que acessam a Internet no país, algo na casa dos 140 milhões , o dado apresentado na Exame ainda é baixo, mas lembre-se você mora no país que mais ama a Internet no mundo e esse número poderá estar bem maior até o fim de 2022.

Metaverso. Tendência ou realidade? É o que vamos debater abaixo.

Quando tudo começou…

O Metaverso não é algo de hoje! Em 2006, um “tal” Second Life já mostrou ao mundo diversas possibilidades que hoje estamos resgatando. Nessa época, o Brasil tinha pouco mais de 30 milhões de usuários de Internet e a nossa conexão era ainda pior do que é hoje. Facebook quase nem era usado no país; Twitter, LinkedIn, Instagram e Pinterest mal existiam, nosso universo de Redes Sociais se resumia ao Orkut ou MySpace.

Digo isso, pois as Redes Sociais foram fundamentais para o crescimento do Metaverso, a ponto de alguns teóricos afirmarem que o Metaverso começa nas Redes Sociais, discordo, elas potencializaram, o Second Life veio antes de muitas delas, mas a estrutura de Internet não permitiu que ele fosse o sucesso que tinha potencial para ser.

Há alguns anos digo que se o Second Life fosse lançado nos dias atuais, seu sucesso seria ainda maior; essa minha teoria será colocada à prova agora em 2022 quando esse universo paralelo terá tudo para ceescer.

Mark Zuckerberg acendeu o pavio

Quando Facebook mudou seu nome para “Meta” em outubro de 2021, muitos não entenderam o motivo, mas aos poucos, o pessoal não só entendeu como Mark conseguiu gerar uma enorme pauta entre jornalistas, empresários, profissionais de tecnologia e marketing.

Não sei se o tema já seria falado na NRF, mas que esse movimento do Facebook, agora Meta, potencializou o assunto, não resta a menor dúvida, e muitas empresas trouxeram o debate para a feira, isso para mim, está bem claro.

Para quem não está familiarizado com a NRF, ela é uma feira que dita as tendências do mercado para aquele ano, uma vez que ela é realizada bem no começo de Janeiro, na cidade de Nova York, logo a tendência de mercado para 2022 é o Metaverso.

Entretanto, Mark tem um poder na internet que pode sim ser comparado ao que é debatido na NRF, afinal, ele é o dono do WhatsApp, Instagram e Facebook, ou seja, o seu poder junto as marcas, mercado e varejo é enorme, uma vez que hoje nem a bilionária multinacional e nem a padaria da esquina da sua casa sobrevivem sem esses canais.

Metaverso: tendência ou realidade?

Se, assim como eu, você tem filhos pequenos, aplicativos como Fortnite, Among Us e Avakin Life estão presentes no seu smartphone e você não tem a menor ideia do porque.

Fernanda, tem 11 anos. Minha filha. Ela deseja ser arquiteta por causa do Minecraft, outro ícone do Metaverso. Ela joga todos os jogos aqui citados, tem em seu smartphone – e no meu – todos instalados. Antes mesmo dela ouvir a palavra Metaverso ela já estava inserida e sabendo muito mais que muito adulto.

A indústria de Games lucra mais que Hollywood. Vai mesmo deixar isso de lado? Os jovens de hoje não vão, eles são cada vez mais viciados nesse universo. A pergunta que você deve se fazer é: como a sua marca quer conversar com eles, sem estar no contexto deles??

Marcas precisam estar no contexto das pessoas. Vou jogar um desafio para a sua reflexão. Você está no metrô e vê uma pessoa com uma camiseta da Gucci. Você acha que essa camiseta é original? Fatalmente a sua resposta é não.

Mas se essa pessoa estiver andando no Shopping Cidade Jardim? Ainda fica uma dúvida, certo?

E se a mesma pessoa estiver sentada na mesa do Figueira Rubayat? Ai não existe dúvida!
O fato é que a camiseta pode ser original ou falsificada nas 3 situações.

Vamos investir?

Um terreno foi vendido no Metaverso por 2,2 milhões de dólares apenas porque seu “vizinho” é o SnoppyDog; uma bolsa da Gucci foi vendida por 4 mil dólares apenas para um avatar estar mais chique que os outros.

Por que fidelizar seu clienteO Metaverso, na sua essência, é gerar uma experiência além da sua realidade. Talvez eu nunca possa morar em uma casa de 3 andares com piscina e andar de Ferrari, mas meu avatar poderá!

Segundo o portal da Exame, “a empresa do ramo imobiliário Metaverse Group adquiriu por US$ 2,43 milhões um terreno dentro da Decentraland, universo virtual na blockchain do Ethereum”. Aqui temos tema para outro artigo, mas não deixe de ligar as Criptomoedas com o Metaverso, é uma dupla quase tão perfeita como Pelé e Coutinho.

Interação é o segredo

Para mim, o grande diferencial da internet frente a qualquer outra mídia é o seu poder de interação. Estou aqui escrevendo um artigo e não você tem a total liberdade de comentar o que quiser e eu responder o que eu quiser, existe a chance de termos uma grande troca de ideias ou uma grande briga, e tudo certo, essa é a dinâmica das Redes Sociais.

No Metaverso isso será muito potencializado. Imagine que um programa de TV possa ser feito com avatares de apresentadores, sendo visto por avatares e esses interagindo; chatbot serão potencializados também, tema para outro artigo. O detalhe é que a pessoa real, enquanto apresenta o programa na TV, Rádio ou portal da emissora, poderá estar falando outro assunto ao mesmo tempo via seu avatar. Marcas sendo potencializadas, até mesmo as marcas pessoais.

“De acordo com o levantamento da Infobase, integradora de TI brasileira, até o fim deste ano 70% das empresas devem implementar tecnologias imersivas para o mercado consumidor e corporativo”, segundo estudo do Portal Exame.

Será?

Quando li esse dado, em um primeiro momento achei muito interessante, mas depois fiquei lembrando em 2013 quando a NRF falou de Omnichannel e que todo mundo ia entrar. Ano que vem fará 10 anos desse tema e o que vemos no Brasil? Artigos, livros, palestras, mas execução mesmo se conta nos dedos, agora, reunião para falar do tema, é 200 por dia, mas são aquelas reuniões que não saem do papel.

O Metaverso é algo que vai muito além de ter um terreno em uma das plataformas disponíveis hoje, “é a extensão da vida, multiplicando as experiências, onde as pessoas poderão comprar um tênis em uma loja no Metaverso e esse chegará em sua casa de forma física”, segundo Walter Longo definiu em uma recente live que ele fez sobre o tema, isso nos traz uma nova perspectiva de como tudo poderá ser.

Fica aqui uma dica da minha queria esposa Maya Mattiazzo, que tem ministrado aulas e cursos sobre o tema “o Metaverso é uma realidade, ainda que não em sua total pacacidade. Mas vai muito além da presença em território digital. É preciso preparar a sua empresa, definir o condutor do projeto e os KPIs para conduzir e aproveitar as possibilidades desse universo.” Concordo com a Maya, pois o Metaverso não é apenas ter uma presença nesse novo universo, mas sim, ter uma presença como algo que vai gerar engajamento e interação com diversos públicos.

Metaverso. Tendência ou realidade? É a pergunta do momento e espero que você esteja tranquilo com a resposta aqui bem detalhada.

Quando falamos de inovar no mundo digital, é preciso que a casa esteja em ordem. Não é nada incomum, aliás, é muito alarmante ser algo comum, marcas investirem em Redes Sociais, na mídia, mas deixar de lado o atendimento; cria-se um post, mostra ao cliente que teve 40 mil acessos, mas as 30 perguntas sobre o produto não tem uma única resposta.Marketing

Esse é um exemplo básico que trago para a sua reflexão, pois é o que vemos hoje. Marcas se preocupam com mídia, mas não com a sua história que está sendo contada, isso é, também, um outro tema para artigo, mas fica a dica para quem deseja entrar no Metaverso, afinal, a sua marca será construída lá, se você entrar pensando apenas em lucro, esquece, sua marca entra e ficará no limbo, pois outras, que entenderem que marcas são diálogos, vão crescer e muito.

Metaverso. Tendência ou realidade? Tire suas conclusões, para mim, é uma realidade desde 2006, agora ela será potencializada por tudo o que vimos aqui além do 5G.

Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.