Os novos comportamentos emocionais

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Os novos comportamentos emocionais é um dos resultados da pandemia. As pessoas, sem a menor sombra de dúvida, estão com uma nova forma de pensar, agir e consumir. Como profissional de planejamento, é preciso estar sempre atento a isso. Marcas precisam estar de olho nesses movimentos o tempo inteiro.

Duas pesquisas do portal Consumidor Moderno, mostram que as emoções, atitudes e expectativas ditam os novos comportamentos. Em outra, mostra que a pandemia tem influenciado as prioridades da geração Y. O que faço nesse artigo é somar as pesquisas com a minha visão, de planejador de comunicação com um forte viés em estudar pessoas, pois o que acredito é que as pessoas são, no fim de tudo, o mais importante para as empresas, tanto os colaboradores, como parceiros e claro, os consumidores.

Medos

Mas o recente estudo Consumidor do Futuro 2022, feito pela WGSN Insight, mapeou quatro que aparecem de forma latente. São eles: medo, dessincronização social, resiliência equitativa e otimismo radical. Estes sentimentos a serem compreendidos pelas marcas que buscam acertar na experiência do consumidor, os novos comportamentos emocionais é o que precisa ser mais estudado para chegar a essa experiência.

MEDO: Incertezas ambientais e financeiras são claras matrizes do sentimento generalizado. Este, por sua vez, acaba sendo classificado como um unificador de nossos tempos dado o contágio emocional – mais rápido na era digital.

DESSINCRONIZAÇÃO SOCIAL:  Mexe com os sentimentos. Uma vez que as pessoas continuam a fazer as mesmas coisas, mas em tempos diferentes, o espírito de comunidade e a interação são abalados.

RESILIÊNCIA EQUITATIVA: capacidade de manter emoções e pensamentos sob estresse, ocasionalmente impedem trabalhar emoções negativas, mas também abrem espaço para a aceitação emocional e sentimentos autênticos.

OTIMISMO RADICAL: sentimento que traz força para superar grandes desafios do momento.

Novos arquétipos

Outro estudo da WGSN traz novos perfis de consumidores, que estão buscando novos significados para as suas vidas, por isso, precisa ser, cada vez mais estudados os novos comportamentos emocionais:

ESTABILIZADORES: estabilizadores priorizam a estabilidade em todos os aspectos da vida – uma reação à falta de sincronia e a um sentimento de incerteza crônica de suas gerações, principalmente X, nascidos entre 1965 e 1981 e a Y, nascidos entre 1982 e 1994, também chamados de millennials.

COMUNITÁRIOS: fincar raízes em suas comunidades, mas não em suas carreiras. Estratégias de engajamento bem-vindas incluiriam comércio social hiperlocal, olhando para o aumento do comércio P2P (peer-to-peer) em detrimento da venda direta ao consumidor (D2C), sempre de olho em produtos sustentáveis. Para esse perfil, o propósito das marcas vale tanto quanto seus atributos racionais e emocionais, para esse perfil, o propósito deve guiar a empresa, não apenas em frases ou posts de Facebook, mas em atitudes.

NOVOS OTIMISTAS: São gerações diferentes das X e Y. Parte é da geração Baby Bommer, nascidos entre 1945 e 1964, e parte da geração Z, nascidos entre 1995 e 2010. Se identificam pela busca da felicidade. Pra engajá-los, comércio em livestream, compras hype e convenientes com Realidade Aumentada e Virtual, evoluídos serviços sob demanda são quase que palavras de ordem.

Esse grupo valoriza o feedback dos seus pares quando compra algo, por isso, os varejistas devem fazer com que a experiência seja compartilhável, os novos comportamentos emocionais mostram cada vez mais isso.

Vamos falar dos millennials

A maior geração do Brasil mudou sua forma de olhar para a vida em casa, para o consumo e a comunidade em que vive. Segundo estudo do Itaú BBA, cerca de 34% dos brasileiros, algo em torno de 70 milhões de pessoas, nasceram entre 1982 e 1994. Considerada a geração que nasceu com a internet, eles sempre valorizarem serviços de conveniência e terem familiaridade no ambiente virtual, foram os primeiros a aceitar uma nova rotina digitalizada, além disso, a qualidade de vida se tornou prioridade na vida deles, se dedicando mais a exercícios e comer de forma saudável.

As decisões de compra da geração Y, passam a considerar essa questão após a pandemia, com os pequenos negócios locais sendo privilegiados, assim como as grandes empresas que, durante a crise do coronavírus, tiveram uma ação positiva na sociedade.

Futuro da geração Y

Campanhas de marcas como Ambev, Pepsico e Magalu apostando nos pequenos comércios, chamados de comércio local, agradou muito esse perfil de público que criou um elo diferente com as marcas que efetivamente se preocuparam com os pequenos e ajudaram esses a não fechar durante a pandemia.

O futuro da geração Y pós-pandemia é menos individualista e mais colaborativo e voltado para bem comum. Empresas e marcas que adotarem essa postura serão mais valorizadas por esse grupo, os novos comportamentos emocionais apontam para esse sentido.

Os novos comportamentos emocionais

O que vimos nesse artigo foram alguns estudos de consultorias de muito renome mundial, mostrando que efetivamente, a pandemia mudou o mundo do consumo. As pessoas jamais deixaram de consumir, mas a partir de agora convencê-las que o seu produto é melhor que do concorrente, será uma tarefa ainda mais complexa. A dica é apostar na sua gestão de branding, para que sua marca seja amada. O resto é consequência..

Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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