Plataformas de comunicação

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Plataformas de comunicação

Plataformas de comunicação.
Já montou a sua? É fato que o universo digital precisa migrar para a construção de uma plataforma. Veja como fazer aqui nesse artigo.

Plataforma de comunicação

Não é apenas o Facebook ou o Instagram. Isso vai muito além dessas plataformas de Redes Sociais. Plataforma é, em tese, um espaço que une produtor com quem quer consumir. Isso vale para conteúdo, produtos ou serviços. E quem une tudo isso? A marca, claro!

Pensando no Netflix. É uma plataforma de conteúdo cinematográfico. Mas o Netflix está apenas nas TVs do mundo todo? Ou a empresa tem um blog para falar de seus filmes e séries? Está interagindo – e não apenas vendendo – nas Redes Sociais. Dispara e-mails com dicas de filmes e por fim, faz um profundo estudo com BigData para entender o que nós, consumidores, desejamos entre seus milhares de conteúdos. Através da tecnologia, o Netflix tenta nos ajudar na escolha, pois é sabido, que quanto mais devemos escolher, mais os perdemos e mais nosso cérebro se irrita com essas escolhas. No final de tudo, acabamos optando pelo seguro, uma indicação de um amigo ou até algo que um dia já vimos. Se tem uma coisa que o cérebro detesta, é se frustrar.

Segundo Frank Pflaumer, VP de marketing da Nestlé Brasil, todas as marcas da empresa tem uma plataforma de serviços que tem como grande objetivo se conectar aos consumidores. E nem apenas o seu portal de receitas, mas tudo o que envolve o propósito da marca que possa fazer da vida dos consumidores da marca, melhor. Plataformas de comunicação é o caminho para o sucesso das marcas.

Olhe para dentro da sua marca e pense: Plataformas de comunicação. Já montou a sua?
Se a resposta for não, continue a ler esse artigo, pois não darei o caminho das pedras, afinal, é um artigo e plataformas de comunicação é algo muito mais complexo para entender em apenas um artigo.

Hoje, o propósito das marcas, esta muito ligado ao que essas fazem para a sociedade como um todo, como Ninho que entrou no campo de ajudar as mães a cuidar das crianças em plena pandemia, onde todos ficaram mais tempo em casa, por isso uma Plataformas de comunicação é necessária para criar uma conexão.

Pense menos no canal. Mais na marca.

Ainda inspirado por uma entrevista de Pflaumer, onde o executivo diz que as marcas precisam deixar de lado o formato da mídia mas jamais da sua essência. E no meu ponto de vista, isso é uma valiosa lição sendo esquecida dia após dia. Vejo um mercado, como a moda, por exemplo, fotos muito bem trabalhadas, modelos lindas, mas que se tirar o logo da marca da foto é tudo a mesma coisa. O que diferencia a marca A da B? O cenário da fotos, a modelo, o preço… desculpe, mas isso não cria valor e conexão de marca.

Netflix custa o mesmo valor para todo mundo e passou o número de assinantes de TV a cabo no Brasil em Setembro de 2020. TV a cabo, que custa 20 vezes o que o Netflix custa, vai conseguir voltar a ter mais assinantes que o Netflix? Duvido!

O Netflix conquistou isso só por causa de La Casa de Papel, Suits, Arremesso Final ou Stranger Things? Duvido! É toda uma construção de imagem e marca, baseada em tecnologia, conteúdo, storytelling e principalmente centrada no consumidor.

Plataformas contam histórias

“Deixe-me contar da semana passada quando eu estive em uma reunião com o cliente e ele estava p da vida com a campanha…” querendo ou não seu cérebro se abriu para o “e ai, conta mais…” mas esse foi apenas um exemplo, semana passada eu não tive problemas com nenhum cliente, mas isso reforça a tese de que todos nós somos contadores de histórias, uns melhor que outros, afinal, por mais que eu conte boas histórias, estou anos luz atrás do Maurício de Souza, por exemplo, entretanto, algo é comum e coloca todos os seres humanos no mesmo patamar: amamos ouvir histórias!

Nas minhas aulas, sempre cito um caso interessante. Desde criança, meu personagem favorito era o Batman. Hoje, estou mais na fase do Optimus Prime, mas eu tenho “licença poética” para falar o que falo do Batman, afinal, ainda é dos meus personagens favoritos. Quantos filmes da história do Batman foram lançados em Hollywood? E quantos ainda serão? E quantos você viu ou verá? Todos sabem a história, mas ela é tão bem contada, que engaja e rende algumas centenas de milhões de dólares aos cofres de Hollywood. Isso tem uma explicação simples, como já disse, as pessoas amam histórias bem contadas.

Sua Rede Social conta história?

A chance da resposta ser não é de 99%. Basta digitar 10 nomes de marcas no Facebook ou Instagram e ver. Promoção, produto, prêmios, ponto de venda. Isso não é contar história. Inspirar as pessoas é contar histórias! Contar a história de uma pessoa que teve um momento de superação porque a Coca-Cola o apoiou! Contar sobre uma pessoa que se recuperou de uma doença porque a Harley-Davidson o ajudou. Histórias que todas as marcas tem. E são contadas? Não! Agências tem preguiça de pensar nisso, marketing pensa que Rede Social é uma mídia, como rádio, TV e revista e despeja propaganda lá. Quem acessa o Facebook para ver propaganda?

Certa vez, estava ministrando aula em um curso de curta duração. Uma aluna me dizia ser coordenadora de marketing de um hotel em uma famosa cidade turística de São Paulo. Ela queria se diferenciar no marketing, mas não sabia como, porém sabia que era possível pois toda a rede hoteleira fazia mais do mesmo: fotos do hotel nas Redes Sociais, Google e e-mail marketing. Eu perguntei se o hotel dela tinha uma história interessante para contar.

Rapidamente, ela me disse sobre um casal de senhores, que nos últimos 20 anos reservava o hotel entre os dias 28/12 e 05/01. Em 20 anos, a data era sempre a mesma. Eles pagavam para seus 4 filhos, junto com as noras, genros e netos passarem o Réveillon com eles.

A aluna contou, que cada um dos filhos mora em um estado diferente e para se reunirem é apenas naquela época, que eles vão para a cidade dos pais, com frequência, mas nunca todos juntos. Perguntei se esse ano seria igual e ela confirmou. Apenas indiquei que ela contasse essa história nos canais. Foi meu 1% de contribuição. Acabou a aula e não tive mais contato com ela.

Janeiro, recebo um email.

Ela tinha gostado da minha ideia e conseguido aprovação dos donos do hotel para o que ela tinha planejado. Foi até a cidade onde o casal morava, perto da dela, e os entrevistou. Depois, via Skype conseguiu entrevistar toda a família.

Ela criou uma webserie com 4 capítulos de 10 minutos sobre a família e distribuiu isso nas plataformas digitais, de uma forma planejada e organizada. Sem muita verba de patrocínio, ela conseguiu um alto índice de visualização nos vídeos, o que gerou um aumento no acesso ao site e com isso, conseguiram fechar as vagas do Réveillon, Janeiro e carnaval do ano seguinte antes do prazo que ela tinha. Bateu a meta antes do previsto. A minha aluna tinha sido promovida a gerente de marketing.

Qual a história que você está contando na sua plataforma?
Na verdade, Plataformas de comunicação. Já montou a sua?
Se não, depois desse artigo, corra atrás!!!!

Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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