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Twitter morreu?

Twitter morreu? Calma que esse artigo não tem nenhuma previsão catastrófica, você vai se surpreender ao ler, pois aqui vai ser apresentado dados de uma pesquisa recente que prova que a pergunta:  o Twitter morreu? Pode ter uma resposta negativa e excelente ao mercado.

Toda a vez que uma marca planeja entrar nas Redes Sociais, o Facebook e Instagram são os primeiros a ser pensado. Se a empresa atua com B2B, o LinkedIn ganha força. O YouTube, pela preocupação em criar vídeos constantes e com o pensamento de que a produção é cara, acaba ficando de lado. E o Twiiter Esse nem nos planos entram.

Eu não atuo diretamente com Redes Sociais, a minha contribuição para o mundo do marketing digital é na parte de estratégia de marca e comunicação, onde obviamente, as Redes Sociais são essenciais, mas não esse meu foco.

Sempre deixo para os especialistas traçarem os caminhos das marcas nas redes, porém, é minha obrigação analisar se o planejamento de marca ou comunicação está sendo traduzido ali nos posts.

Para mim, o Twitter é a Rede Social mais legal. No meu perfil (@plannerfelipe) eu tenho fixado o seguinte Tweet: Facebook: Todo mundo é especialista em tudo / Instagram: Todo mundo é lindo, rico e sarado / LinkedIn: Todo mundo é foda, tem uma linda história na empresa e elogia o chefe (mas no almoço “cá galera…) / TikTok: Todo mundo é tonto / Twitter: Aqui a treta pega!

Pois essa é a verdade, lá o bicho pega mesmo, porém meu Twitter é dedicado exclusivamente a uma das minhas maiores paixões, o meu São Paulo FC.

Para falar de marketing, outra paixão, eu uso Facebook e LinkedIn. Instagram, é algo mais genérico e pessoal, família, São Paulo, marketing e alguns memes que eu gosto de compartilhar.

Mas será que o Twitter morreu?

Ou é apenas um canal de briga? Bem, em muitas estratégias que eu tenho visto, o Twitter é simplesmente deixado de lado, assim como, quando estou fazendo análise de concorrência, vejo que as marcas pouco ligam para o canal.

Há muitas análises em que vejo o último Tweet sendo de 2016 ou 2017, o que mostra que os esforços são mesmo para o Facebook e Instagram, não condeno quem faz isso, mas uma pesquisa recente pode nos dar uma outra visão.

Segundo um estudo da MindMiners, realizado em Junho de 2021 – ou seja bem atualizado – que entrevistou uma amostra de internautas, apontou que três em cada quatro pessoas, que usam o Twitter, dizem que usam a rede para pesquisas sobre marcas e lojas online, desses 69% disseram que a plataforma é um bom lugar para entrar em contato com as marcas e 54% disseram que as propagandas na rede são relevantes. O Twiiter morreu? Hummmm….

E agora?

Será que vale a pena continuar deixando de lado o Twitter? Eu avalio que não. Historicamente a plataforma é usada para ser um SAC 2.0, mas sempre vi o potencial do canal para algo além disso.

Me lembro de um case de um shopping do bairro do Brás, em São Paulo, que fez um desfile virtual – bem antes dessa pandemia chata – e transmitiu pelo Twitter, enviando comentários e links dos vídeos do YouTube para as pessoas verem em tempo real. Quanto mais entender o comportamento do seu consumidor, mais ideias como essa chegarão.

No futebol, portais usam a rede para transmitir os jogos aos apaixonados torcedores, eu por exemplo, muitas vezes que não estou perto da TV para ver o jogo do meu time, uso o Twitter para acompanhar no perfil oficial do time, além, de claro, fazer os comentários, ai quando estou assistindo, sobre o time.

Segundo a pesquisa, os dados ficam ainda mais animadores, quando analisamos que 84% das pessoas acreditam ter maior acesso a promoções e descontos de marcas pelo Twitter, quando uma marca monitora em tempo real, ela pode interagir.

Por exemplo, mesmo eu comentando muito sobre o São Paulo FC durante os jogos, nenhuma marca me aborda, mas isso, eu uso como exemplo para expandir para outros segmentos.

Ainda na linha dos comentários, segue um dado importante, onde 42% das pessoas avaliam que no Twitter as pessoas tendem a ser mais sinceros, o que concordo com essa pesquisa, logo, se as pessoas querem falar do produto A ou B, a tendência é que o Twitter seja a rede onde serão mais honestos que nas outras.

Não que não sejam no Facebook ou Instagram, mas no Twitter tendem a expor mais sua visão sobre um produto ou marca, no Twitter as pessoas estão mais abertas e receptivas a participar de conversas fora dos círculos sociais, por isso, as marcas precisam se conectar de maneira verdadeira com as pessoa ali, no momento certo, ou seja, quando o consumidor está expondo o que pensa.

O Twitter morreu?

Claro que não. A rede tem mais de 14 milhões de usuários no país, e muitos ativos, claro que nem se compara aos mais de 100 milhões de Instagram e Facebook, cada um, o que é natural que as marcas tendem a pensar apenas nessas duas ferramentas.

Outro ponto é que dentro de orçamentos de agências que vendem pacotes de posts mensais, as marcas tendem a preferir mais posts no Instagram e Facebook. Não julgo ninguém, mas eu prefiro fechar um projeto com uma agência que pense estrategicamente a marca e não que fique brigando por ações em datas que nada agregam, mas ai, como se diz, cada um é cada um.

Não cavaria a cova do Twitter, sempre achei a ferramenta com um potencial interessante de construção de marcas, um potencial de conexão com o consumidor muito diferenciada, pois é algo rápido e direto, por isso, monitorar o canal é mais complexo e exige mais tempo, tempo esse que as vezes os “xoxialmedia” não tem, né?

Como eles farão posts fofinhos e engraçadinhos com piadas que só eles entendem se precisar monitorar o Twitter, que como eles não usam, não serve? Difícil, verdade, mas deixando a ironia de lado e conversando com os estrategistas de marca, que é o público desse artigo, dedique esforços aos canais, a pesquisa acima acende uma luz importante nas estratégias.

Romeo Busarello, uma das minhas referências no mercado de marketing digital, ao lado de Daniela Cachich, Rafael Rez, Martha Gabriel e Walter Longo, ensina que as marcas precisam abrir todos os canais de contato para o consumidor, é ele quem decide onde falar com as marcas e não ao contrário; o branding ensina que é preciso ter os pontos de contato com o consumidor abertos e que gere uma experiência única de marca.

Sua marca está preparada?

Felipe Morais
Felipe Morais
Publicitário, apaixonado por planejamento digital. Começou a carreira, em 2001, atuando como redator publicitário, passando, em 2003 para a área de planejamento digital, onde atua até hoje, sendo reconhecido como um dos grandes nomes do mercado no Brasil.

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